[[legacy_image_12183]] A Baixada Santista mais demitiu do que contratou no mês de maio, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). A cidade que mais dispensou trabalhadores foi Santos, seguida por Cubatão e Guarujá. Mongaguá foi o único município a fechar com saldo positivo. No total da região, foram contratadas 9.390 pessoas e demitidas 10.589, o que dá um saldo negativo de 1.199 trabalhadores. Segundo a economista Karla Gonçalves, os números mostram o que os trabalhadores sentiram no último mês: fechamento de mais empresas e demissões. Em Santos, o pior saldo foi no cargo de operador de empilhadeira, com 10 contratados e 95 demitidos: 85 postos fechados. Já em Cubatão, a função de caldeireiro (chapas de ferro e aço) foi a que teve mais perdas, com 162 demissões e 35 contratações. Guarujá, por sua vez, registrou 50 operadores de caixa demitidos para 23 contratados, o que puxou o saldo negativo da Cidade. O especialista em Economia Eduardo Tavares explica que não é preciso pessimismo, apesar dos números negativos. A expectativa para os próximos meses é de novas oportunidades de trabalho. “A região passou por um mês de definições, nas quais muitas pessoas perderam o emprego em diversos setores. No entanto, espera se que a economia melhore e as empresas voltem a contratar novamente, melhorando os índices da Baixada Santista”. Outro lado Com saldo positivo, Mongaguá teve copeiro como a função com mais contratados, somando 53 empregados e apenas 3 demitidos. Para a economista especialista em mercado de trabalho Viviane Santana, essa é a demonstração de que outros municípios além de Santos começam a crescer, o que se reflete nos números. “Antes, Santos crescia muito mais do que as cidades vizinhas, destacando se inclusive em contratações para o mercado de trabalho. Hoje, essa realidade mudou e pode ser observada mês a mês em índices como o do Caged”. No país O saldo nacional do Caged indicou a criação de 32.140 empregos com carteira assinada em maio. Esse foi o pior resultado para o mês desde 2016, quando foram fechadas 72.615 vagas. Na quinta-feira (28), o presidente Jair Bolsonaro reconheceu problemas na economia e comentou os números. "É pouco? Sim, é pouco, mas é melhor do que nós perdermos ou não termos carteira assinada. Então, é sinal de que a economia não vai bem. Reconheço, temos problema".