Construção civil foi setor que mais gerou empregos na região em março; destaque para infraestrutura (Sílvio Luiz/AT) A Baixada Santista terminou março com saldo positivo de emprego formal: houve 853 contratações com Carteira de Trabalho assinada a mais do que demissões. Mas, acompanhando a estatística nacional, o resultado foi inferior ao de março do ano passado, quando a região havia gerado 2.261 postos (veja quadro mais abaixo). Os números são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. No País, o saldo foi de 71.576 vagas abertas em março. Doze meses antes, de 245.395. O saldo local foi favorecido, especialmente, pelos resultados de Santos, com 951 vagas criadas, e de Cubatão, com 592. Também abriram empregos Mongaguá (72) e Praia Grande (sete). As demais cidades tiveram um mês negativo, sobretudo Guarujá (352 postos fechados) e Bertioga (244). De janeiro a março, geraram-se 1.871 empregos na região — 47.853 admissões e 45.982 dispensas. Em igual período de 2024, haviam sido 3.123. SETORES Quatro dos cinco setores de atividade econômica agrupados pelo Caged tiveram resultado favorável, na Baixada, em março. Teve destaque a construção civil, com 715 empregos criados. Nesse setor, sobressaiu o segmento de obras de infraestrutura, com saldo de 477 contratados — a diferença entre 676 trabalhadores admitidos e 199 dispensados. Também houve saldo positivo em serviços (305), indústria (209) e agropecuária (28). O segmento no qual se demitiu mais do que se contratou foi o comércio, com 404 vagas encerradas no mês retrasado. Desses empregos fechados, 380 foram no varejo. () EXTREMOS Em Santos, que em março teve o maior saldo de empregos da região, o setor que se destacou foi o de serviços: 826 das 951 vagas criadas (86,9%). Guarujá, com o maior resultado negativo da Baixada no mês, teve saldo positivo em construção (58) e agropecuária (nove), mas perdeu 319 postos em serviços, 87 no comércio e 13 na indústria.