População cresceu em cinco das nove cidades da Baixada Santista: Praia Grande (foto), Itanhaém, Bertioga, Mongaguá e Peruíbe; Santos perdeu residentes (Alexsander Ferraz/ AT) A Baixada Santista tem 1.871.859 habitantes neste ano, 0,23% a mais do que no anterior. É a projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a partir de dados do Censo 2022. Em 2025, a região tinha 1.867.558 moradores. Agora, portanto, 4.301 a mais. (Veja os dados completos no quadro abaixo) Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A população cresceu em cinco das nove cidades locais: Praia Grande, Itanhaém, Bertioga, Mongaguá e Peruíbe. Nas demais, queda: Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão. Praia Grande, segundo município mais populoso da Baixada — atrás somente de Santos —, está com 371.190 habitantes em 2026, atrás apenas de Santos. São 2.651 a mais do que no ano anterior, com alta de 0,7%. Itanhaém teve o segundo maior crescimento populacional da região em termos absolutos. Tem, agora, 119.274 moradores, 779 a mais, com avanço de 0,7%. Bertioga tem 67.941 habitantes, alta de 505 (0,7%). Mongaguá, 65.321, com 476 pessoas a mais (elevação, igualmente, de 0,7%). Peruíbe apresentou a menor variação percentual entre os municípios que tiveram aumento na população. Os atuais 70.891 habitantes são 262 a mais do que em 2025 (expansão de 0,4%). Santos continua a ser a cidade mais populosa da Baixada Santista, com 429.528 habitantes. São, porém, 19 a menos do que um ano atrás, conforme projeção do IBGE. A Cidade também havia apresentado redução no levantamento anterior. Entre 2024 e 2025, Santos passou de 429.567 para 429.547 habitantes — menos 20 moradores. Cubatão é a Cidade que registrou a maior redução em habitantes, proporcionalmente, do ano passado para cá. Tem 114.681 habitantes, ou 189 moradores a menos, com redução de 0,2%. São Vicente também apresentou queda: 338.253 residentes, com redução de 73 pessoas. – de 338.326 habitantes em 2025 para 338.253 em 2026, uma redução de 73 pessoas. Guarujá perdeu 91 moradores e tem 294.780 neste ano. () População se reorganiza dentro da região, avalia urbanista O arquiteto e urbanista Alessandro Lopes analisa que as estatísticas mostram uma reorganização da população dentro da Baixada Santista, e não explosão demográfica. Para ele, o mais relevante não é a proporção do crescimento do número de habitantes, mas sua distribuição no território. Praia Grande, que ganhou 2.651 moradores em um ano, respondeu sozinha por 62% do aumento regional. Na avaliação de Lopes, a cidade tem suprido parte das necessidades regionais por moradia. “Praia Grande cresce porque consegue absorver uma demanda habitacional que Santos e São Vicente, por razões territoriais, imobiliárias e demográficas, têm maior dificuldade de acomodar. Enquanto isso, os empregos e os principais serviços continuam concentrados no núcleo metropolitano”, sobretudo em Santos. Para o pesquisador, esse movimento eleva a importância do planejamento integrado dos municípios, pois parte dos moradores reside em uma cidade e trabalha, estuda ou busca serviços em outra. “A Baixada Santista não está apenas ganhando moradores: está redesenhando o seu mapa humano. A população se desloca em busca de moradia e qualidade de vida, mas o desenvolvimento só acontece por inteiro quando emprego, mobilidade, infraestrutura e serviços públicos também conseguem acompanhar esse movimento”, avalia.