[[legacy_image_94786]] A Baixada Santista está longe de sofrer com o desabastecimento de água, afirma a Sabesp. Embora a falta de chuvas comprometa alguns reservatórios de água no Estado de São Paulo – como o Sistema Cantareira, sob alerta e operando com 38,7% da capacidade –, na região a obtenção da água é diferente, por meio de 26 mananciais. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Apesar de passar tal segurança, a Sabesp reforça a importância do consumo consciente de água e revela que, mesmo com um sistema integrado de abastecimento entre as cidades da Baixada Santista, a produção de água tratada na região está, em média, com 86% do volume considerado normal – reflexo da estiagem. A superintendente da Sabesp na Baixada Santista, Olívia Mendonça, explica que a captação de água que abastece as nove cidades é feita por barragem a fio d’água em mananciais de serras e rios. “A Baixada Santista conta com um sistema integrado de abastecimento de água entre as cidades. A água bruta é captada em 26 mananciais que abastecem 16 sistemas produtores da região. Após passar pelas as estações de tratamento, a água é encaminhada aos 50 reservatórios da região. A partir destes centros de reservação, segue pelas redes de distribuição aos imóveis”, detalha. Olívia explica que, por conta do sistema de abastecimento integrado entre os municípios, “é possível a transferência da água, reforçando regiões onde os mananciais sentem mais rapidamente o período de estiagem”. Ela cita dois exemplos em relação às captações de água bruta, em Guarujá e Praia Grande, onde o abastecimento segue de forma regular com o reforço de outros municípios. “Guarujá com uma travessia subaquática interligada a Santos (tubulação que atravessa o Estuário) é atendida pela Estação de Tratamento de Água (ETA) Cubatão. Praia Grande (recebe água através da ligação) com a ETA Mambu/Branco, em Itanhaém”. A superintendente completa que “a Sabesp, com isso, está preparada para atender a população da Baixada Santista e garantir a segurança hídrica”. Crise hídricaA estiagem de 2015 causou grande preocupação em relação à falta de abastecimento pelo esvaziamento das represas – o Sistema Cantareira, por exemplo, estava no volume morto, com capacidade em -10,5%. Olívia reforça que a Baixada não depende desses reservatórios, mas que a chuvas precisam ocorrer em áreas específicas. “É necessário precipitar na denominada bacia de drenagem/recarga do manancial. As chuvas acumuladas na região no ano de 2021 (até 17 de agosto) estão 6,5% inferiores em relação a 2015. No entanto, as chuvas acumuladas no mês de agosto de 2021 foram de 1.026 mm, enquanto em 2015, no mesmo período, havia 3 mm de precipitação, portanto significativamente inferior a 2021”, diz. OrientaçãoA superintendente da Sabesp reforça que, “neste período mais seco do ano, em alguns momentos pode ser sentida uma alteração na pressão da água distribuída”, principalmente em imóveis que não tenham a caixa d’água obrigatória. “A companhia vem disponibilizando caminhões-tanque nos locais que registram este tipo de situação pelos canais de atendimento, A Central de Atendimento funciona durante 24 horas, pelos telefones 0800-0550195 ou 195. A ligação é gratuita”. AprovaçãoOs deputados da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovaram na última quarta-feira, em sessão virtual, o Projeto de Lei 356/2015 do deputado estadual Marcos Damasio (PL). O texto propõe, na construção ou reforma de prédios públicos estaduais, adotar sistemas de captação de água da chuva para reuso. “Vamos sempre correr esse risco, aconteceu em 2015 (crise hídrica) e está ocorrendo agora novamente, por isso é necessário repensar o uso desse bem finito e economizá-lo ao máximo. O reuso da água é uma alternativa viável e de baixo custo, mas, mais do que pedir para a população economizar, também o Estado tem de fazer a sua parte e dar o exemplo”, disse Damasio.