Com suas nove cidades cheias de diversidade e potencial econômico, a Baixada Santista é um terreno fértil para o uso estratégico da nanotecnologia, oferecendo soluções inovadoras que impactam diretamente a vida dos moradores. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! A nanotecnologia é uma área da ciência dedicada a manipular a matéria em uma escala nanométrica, ou seja, em nível molecular ou atômico. Para se ter uma ideia do tamanho dessa escala, ela representa uma dimensão mil vezes menor do que a espessura de um fio de cabelo. O engenheiro e professor no curso de Sistemas de Informação e Análise e Desenvolvimento de Sistemas da Unisanta, Luis Fernando Bueno Mauá, traz um panorama sobre o assunto. SANTOS O maior porto do Hemisfério Sul pode adotar revestimentos nanométricos para evitar corrosão em guindastes, estruturas metálicas e contêineres, reduzindo custos e prolongando a vida útil desses equipamentos. Nos hospitais, a nanotecnologia pode ser usada para diagnósticos rápidos e precisos, beneficiando especialmente trabalhadores portuários e suas famílias. Para os moradores e turistas que frequentam as praias, filtros solares baseados em nanopartículas oferecem proteção mais eficaz contra os raios UV. PRAIA GRANDE A nanotecnologia é capaz de reforçar a infraestrutura urbana. Concretos com nanotubos de carbono seriam mais resistentes à ação do sal e do tráfego intenso nos calçadões, aumentando sua durabilidade. Protetores solares nanotecnológicos podem ser promovidos para atender turistas e moradores que buscam proteção contra o sol intenso. SÃO VICENTE O município pode alavancar sua proximidade com o Porto de Santos para implementar sensores nanoestruturados na logística de cargas, melhorando o transporte de produtos sensíveis. No setor de pesca artesanal, a nanotecnologia pode monitorar a qualidade da água, ajudando pescadores a garantir produtos mais saudáveis e valorizados. GUARUJÁ Sensores nanoestruturados em contêineres ajudam a monitorar condições como temperatura e umidade, garantindo a qualidade de cargas perecíveis que passam pelo porto. Além disso, nanofiltros podem ser aplicados para despoluir águas próximas às praias, ajudando na preservação marinha e garantindo um ambiente mais limpo para moradores e visitantes. CUBATÃO Com seu histórico industrial, a cidade tem muito a ganhar com sensores nanoestruturados que monitoram a qualidade do ar, ajudando a identificar poluentes em tempo real e protegendo a saúde da população. Na indústria, filtros avançados reduzem emissões, tornando as operações mais limpas e sustentáveis. MONGAGUÁ Nanofiltros têm potencial para utilização de tratamento de rios e áreas costeiras, melhorando a qualidade da água e protegendo a biodiversidade marinha. Isso beneficia o turismo e os moradores que dependem da pesca ou recreação aquática. ITANHAÉM Com sua combinação de turismo e agricultura, a cidade pode se beneficiar de fertilizantes inteligentes baseados em nanotecnologia, que aumentam a produtividade sem degradar o solo. Na área turística, protetores solares avançados podem atrair mais visitantes preocupados com sustentabilidade. PERUÍBE Com suas áreas naturais preservadas, como a Juréia-Itatins, o município pode usar sensores nanoestruturados para monitorar a biodiversidade e a qualidade da água, auxiliando em projetos de conservação e garantindo um ambiente saudável para os moradores. BERTIOGA Porta de entrada para o Litoral Norte, a cidade pode aplicar revestimentos nanométricos em embarcações para reduzir incrustações marinhas e melhorar o consumo de combustível. Além disso, a cidade pode se tornar um polo educacional, promovendo cursos e pesquisas em nanotecnologia, formando uma nova geração de profissionais para a região.