[[legacy_image_243304]] A Baixada Santista gerou 12.646 empregos formais no ano passado, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Previdência. Foi uma queda de 33,5% no saldo na comparação com 2021, quando se abriram 19.038 vagas. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Um economista ouvido por A Tribuna considerou 2022 um ano atípico, e o atual Governo precisará demonstrar equilíbrio entre as promessas que demandam mais gastos públicos e a estabilidade fiscal. Essa é, diz, a chave da confiança no investimento privado para geração de vagas. Conforme os dados obtidos por A Tribuna, nas nove cidades, 148.536 pessoas foram admitidas em 2022, ante 135.890 que foram demitidas — daí o saldo positivo registrado, de 12.646 empregos com registro em carteira. Em 2021, porém, houve 131.527 contratados e 112.489 dispensados, com saldo de 19.038 empregos. Todas as cidades da região tiveram saldo positivo no acumulado de 2022, mas ocorreu desaceleração no ritmo de novos empregos. Em Santos, ainda conforme o Caged, houve saldo positivo de 6.141 empregos no ano passado. No anterior, a Cidade registrou 7.836 novas vagas. De um ano a outro, queda de 21,6% no ritmo de abertura de postos de trabalho. São Vicente foi a cidade que mais reduziu a velocidade na abertura empregos formais em 2022: de 1.072 para 272 (-74,6%) . A menor queda no ritmo de geração de trabalho formal foi registrada em Peruíbe, que fechou o ano passado com saldo positivo em 521 empregos, contra 601 entre janeiro e dezembro de 2021. Ano atípico O economista e professor do Insper, Ricardo Humberto Rocha, 2022 foi um atípico devido à incerteza quanto a um novo surto de covid-19, à guerra da Ucrânia e da Rússia e ao período eleitoral. Esse conjunto de situações refreou investimentos privados. “Tivemos um PIB (Produto Interno Bruto) ínfimo na casa dos 2%, juros altos e uma economia sem crescimento. Houve muita energia gasta durante o período eleitoral, e os empresários resolveram não investir e aguardar os resultados”, diz. Ele aponta que, neste ano, dada a característica esperada do novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de maiores gastos públicos, será necessário que haja equilíbrio entre aumento de despesas e investimentos e o equilíbrio fiscal. “Acredito que, até o meio do ano, o Banco Central (que regula a política de juros básicos da economia) irá acompanhar as medidas econômicas deste novo governo. Ainda há muita discussão sobre a reforma tributária, e o modelo não está totalmente aceito, por exemplo. Além disso, estamos muito sensíveis ao mercado externo”, afirma. Essa estabilidade é que gerará confiança do mercado, de acordo com Rocha, para que haja os ajustes fiscais propostos pelo Ministro da Fazenda Fernando Haddad. Com isso, o Governo se aproximaria mais do controle inflacionário e da estabilidade fiscal, que geraria novos investimentos e, como consequência, a abertura de novas vagas formais. Menos vagasEm dezembro, o saldo de vagas foi de apenas cinco. Um ano antes, em dezembro de 2021, de 2.059 empregos formais. Segundo o economista Ricardo Humberto Rocha, 2021 foi um ano no qual houve estímulos econômicos, como o antigo Auxílio Brasil, somados às contratações de fim de ano, “e houve um aquecimento da economia no segundo semestre. O comércio eletrônico também teve grande papel na movimentação da economia”. Em Santos, houve reversão no comparativo mensal. Em dezembro do ano passado, foram admitidos 4.408 empregados e demitidos 5.101, o que gerou um saldo negativo de 693 vagas formais. No mesmo período de 2021, haviam sido 4.770 contratados e 4.162 demitidos, com saldo positivo de 158 empregos. São Vicente teve o maior saldo negativo das nove cidades da região, com 739 vagas a menos em dezembro 2022. Em 2021, no mesmo mês, queda de 40 vagas.