[[legacy_image_16005]] Após semanas de indefinição, a equipe econômica do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) parece ter chegado a um consenso. O governo federal decidiu prorrogar mais duas parcelas do auxílio emergencial, criado para reduzir o impacto no orçamento familiar dos brasileiros devido à pandemia de Covid-19. Os pagamentos, contudo, terão os valores reduzidos à metade: será de apenas R\$ 300 cada. O novo calendário do auxílio e a cifra foram confirmados por fontes da equipe econômica ao jornal Extra, do Rio de Janeiro. Pelas estimativas do governo, a prorrogação do benefício terá um impacto de R\$ 51 bilhões. Nesta segunda-feira (8), o governo pretende anunciar o cronograma de pagamento da terceira parcela de R\$ 600. Técnicos do Ministério da Cidadania garantem que o calendário será semelhante ao da segunda parcela. O auxílio emergencial foi aprovado pelo Congresso Nacional, em abril, como forma de reduzir os efeitos da crise do coronavírus sobre a população mais vulnerável, em especial, os trabalhadores informais. Na versão apresentada por Bolsonaro, o valor seria de R\$ 200. Contudo, deputados e senadores aprovaram regra com um tempo maior, sendo posteriormente sancionado pelo governo Federal a ajuda de três parcelas de R\$ 600. Porém, como a expectativa de que a pandemia perderia força em junho não se consolidou, a cobertura precisou ser estendida. Um prazo maior, de três meses, chegou a ser cogitado nesse período complementar. Mas, nesse formato, a parcela seria de R\$ 200. Para a adoção das duas parcelas suplementares, o governo terá que modificar a lei que instituiu o programa. Isso porque o texto previa o valor e número de parcelas do benefício. Um texto com esse teor deve ser encaminhado, em caráter de urgência, nos próximos dias ao Congresso Federal. * Com informações do jornal Extra