[[legacy_image_342511]] Auxiliares de limpeza que prestam serviços em escolas estaduais no Litoral de São Paulo, por meio da empresa MR7 Impacto Serviços Sociais, entraram em greve após meses de descaso e atrasos no pagamento de salário. Consequentemente, pais de alunos estão preocupados com os filhos estudando no meio da sujeira acumulada há aproximadamente duas semanas. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! A mãe de aluno Lucélia do Carmo, relata que a Escola Estadual Francisco Pereira da Rocha, em Peruíbe, está um caos. Segundo ela, latas de lixo lotadas com conteúdo caindo pelo chão estão entre os problemas. "Até o teto da biblioteca desabou e a Secretaria de Educação não faz nada, já faz um mês." De acordo com uma funcionária da escola, que não quis ser identificada, em fevereiro, os servidores da limpeza receberam apenas no dia 16. "Até o momento eles estão me devendo dois cartões alimentação (cada um no valor de R\$ 137), e um vale refeição (aproximadamente R\$ 400). E ainda tem o mês de março." A auxiliar de limpeza Rosemeire Sato, de 46 anos, comenta as dificuldades enfrentadas. "Não é fácil sair de casa todos os dias 05h30 da manhã para abrir a escola e varrer 10 salas de aulas, lavar cinco banheiros, limpar a sala da direção e a secretaria, vidros e o refeitório, varrer frente de escola, por lixo pra fora e no final ainda passar por essa humilhação. Não tem como trabalhar desta forma. Estou sem dinheiro para por combustível e todas minhas contas estão atrasadas." [[legacy_image_342512]] A reportagem de A Tribuna ouviu relatos de vários funcionários frustrados com a situação. Em Praia Grande, há prejudicados na E.E. Magali Afonso. Já em São Vicente, estão na E.E. Professor Leopoldo José De Sant'anna e a E.E. Oswaldo Luiz Sanches Toschi. A auxiliar de limpeza da escola Oswaldo Toschi, Cícera Maria de Brito, conta que começou a prestar serviços em novembro, mas só foi registrada no dia 4 de dezembro. "Não tive os dias anteriores pagos e nem reembolso de passagem. Até o momento estou sem salário e vale alimentação. A empresa desconta do nosso pagamento mas não repassa o dinheiro do INSS nem do FGTS." De acordo com o supervisor de Cícera, que não quis ser identificado, o RH entrou em contato para buscar as pautas dos funcionários que estão em greve e solicitar falta, tendo em vista que o contrato com a empresa ainda está ativo. Segundo o diretor operacional da MR7, Marcos Oliveira, a empresa sofreu um golpe em agosto do ano passado, o que resultou na perda de valores, muito expressivos, em capital de giro. Os pagamentos foram mantidos em dia até o começo de novembro, quando tiveram que pagar o décimo terceiro salário. "A culpa não é da empresa, nem da diretoria de ensino e muito menos dos funcionários, porém, estamos nos readequando para que possamos voltar a pagar nas datas corretas, mas, precisamos de tempo e colaboração de todos. Estamos pagando com atraso, mas nos esforçando, a cada dia, para que consigamos voltar a pagar nas datas corretas.", concluí Marcos. Em nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) informou que devido ao descumprimento na prestação de serviços pela empresa atual, já iniciou o processo de contratação de uma nova prestadora de serviços, que deve iniciar as atividades na próxima semana. Até lá, a Diretoria de Ensino de São Vicente busca deslocar funcionários de outras localidades para auxiliar na limpeza. Em relação ao teto da biblioteca de Peruíbe, o órgão informou que a obra para reparos do telhado já está em andamento.