[[legacy_image_345253]] Ao longo de seus 130 anos, A Tribuna se notabilizou por noticiar tudo o que de mais importante aconteceu na Baixada Santista. Entre esses fatos, estão notícias que dificilmente sairão da memória dos moradores da região. Um desses momentos foi a recuperação da autonomia política por Santos. Em 1969, a Cidade passou a ser considerada Área de Interesse da Segurança Nacional, com prefeitos nomeados. Em novembro de 1968, Esmeraldo Tarquínio, do MDB, negro e opositor ao regime militar, havia sido eleito prefeito de Santos. Apesar da vitória, ele foi perseguido e cassado. Nos anos 1980, inúmeras mobilizações. “Em jogos do Santos, a torcida levava faixas relativas ao movimento. A Cidade fervilhava com aquele clima político”, relembra o jornalista Reynaldo Salgado, que trabalhou em A Tribuna por 41 anos. Em 2 de agosto de 1983, coube ao vice-presidente Aureliano Chaves assinar o Decreto-Lei 2.050, que revogou o Decreto-Lei 885, de 1969, que havia declarado Santos de interesse da segurança nacional. “Afinal, os santistas irão votar” era a manchete de A Tribuna no dia seguinte. A eleição ocorreu em 1984 e teve Oswaldo Justo, vice de Esmeraldo Tarquínio em 1968, como vencedor. Cubatão, outra cidade da região considerada Área de Interesse da Segurança Nacional, recuperou a autonomia em 15 de maio de 1985. Vila SocóA noite de 24 de fevereiro de 1984 está na memória da região. O incêndio na Vila Socó, em Cubatão, matou 93 pessoas, segundo dados oficiais, mas o número pode ter ultrapassado 500. Moravam 10 mil pessoas no local, e 2 mil barracos foram queimados. “Tragédia - Vila Socó ainda recolhe os seus mortos” era a manchete de A Tribuna, na edição de 26 de fevereiro. Após um cheiro forte de gasolina, moradores escutaram uma explosão e ondas de fogo invadiram a Vila Socó. Passava da zero hora de 25 de fevereiro quando o então chefe de Reportagem de A Tribuna, Luigi Bongiovanni, recebeu um telefonema do subsecretário de Redação, Clóvis Galvão, sobre o incêndio. Luigi pegou sua moto e, da Via Anchieta, viu as labaredas. Quando o dia começou a raiar, a extensão da tragédia foi comprovada. “Quase pisei em uma senhora (carbonizada). Ela fugiu no mangue para tentar sair do calor, mas morreu”, relembrou Bongiovanni, hoje com 73 anos, em entrevista para A Tribuna em fevereiro deste ano. O jornalista José Carlos Silvares, atualmente com 72 anos, também esteve na cobertura. “Tenho 52 anos como repórter, e essa foi a tragédia mais significativa que cobri.” [[legacy_image_345254]] Eduardo CamposNa manhã de 13 de agosto de 2014, sete pessoas morreram na queda de um jatinho Cessna, da Embraer, nos fundos da casa número 113 da Rua Alexandre Herculano, no Boqueirão, próximo à esquina com a Rua Vahia de Abreu. Entre os mortos, estava o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, de 49 anos, candidato à Presidência pelo PSB. A magnitude da tragédia movimentou a equipe de A Tribuna, que editou um caderno de oito páginas. O jornalista Marcelo Luís, hoje responsável pela pauta do jornal, morava na Vahia de Abreu. “Isso ficou marcado como um dos momentos mais tristes da história recente. No jornalismo, a gente torce para dar boas notícias, mas nunca sabe quando algo totalmente inimaginável acontecerá.” Desde então, A Tribuna acompanha a busca dos moradores por indenizações para cobrir os prejuízos.