Batendo o recorde de dias mais quentes do ano, a Baixada Santista ‘ferveu’ com o calor excessivo (Produção/Alexsander Ferraz) As cidades do litoral de São Paulo sofreram com a forte onda de calor que atingiu a região nesta segunda (20) e terça-feira (21), trazendo as maiores temperaturas do ano. Essa situação tem nome e é conhecida como aquecimento adiabático, segundo o Instituto Climatempo. Entenda o fenômeno que se intensificou nesta semana e predominou em quase todo o Sudeste devido à formação de uma frente fria associada a um ciclone extratropical no Sul do Brasil. De acordo com o meteorologista Franco Cassol, o aquecimento adiabático acontece quando o ar atmosférico desce de altitudes superiores para os níveis mais baixos. "No caso da Baixada Santista, essa situação acontece quando ocorre o escoamento do ar vindo do interior para o litoral. Quando esse ar desce a barreira da Serra do Mar, ele é submetido a um processo de aquecimento", explicou. Segundo informações do Instituto Climatempo, entre a cidade de São Paulo e o litoral, há uma diferença de aproximadamente 800 metros de altitude. Hipoteticamente, se a temperatura na capital está em torno dos 30°C, com o vento noroeste empurrando o ar serra abaixo, e aquecendo mais ou menos 1°C a cada 100 m, o resultado é que no litoral, a temperatura fique em torno de 38°C. Ou seja, uma diferença de 8°C a mais na praia. Calor intenso Batendo o recorde de dias mais quentes do ano, a Baixada Santista ‘ferveu’ com o calor excessivo. Segundo o meteorologista Franco Cassol, nesta terça-feira (21), os termômetros devem atingir os 40ºC e a próxima noite ainda deve ser de temperaturas altas. Na quarta-feira (22), o calor deve permanecer na região, mas uma frente fria deve atingir o litoral, resultando em uma mudança no clima apenas na quinta-feira (23).