Passagem existente no Km 52 da Via Anchieta, em Cubatão, foi derrubada por carreta. A mais próxima do local fica a cerca de 150 metros (Vanessa Rodrigues/AT) Uma nova passarela na Via Anchieta, em substituição à que foi derrubada por uma carreta no dia 13, deverá ser entregue até o final do ano. As obras poderão começar até agosto. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Assim disse o gerente de Engenharia da EcoRodovias, Naelson Cândido, durante reunião da Frente Parlamentar em Defesa da Baixada Santista, Vale do Ribeira e Litoral Norte, ontem à tarde, na Assembleia Legislativa. “A gente começa a fazer um novo projeto de engenharia para que, em junho, esteja pronto e tentar, de imediato, iniciar obras entre julho e agosto, com a expectativa de atrapalhar o mínimo possível o fluxo da via. A meta é uma nova passarela até o final do ano”, frisou. Os cinco deputados estaduais da região e representantes de Ecovias Imigrantes, Agência de Transporte do Estado (Artesp) e Polícia Militar Rodoviária debateram a necessidade de um plano de contingência, não apenas para restauro das estruturas e liberação de vias, mas também de atendimento a usuários do Sistema Anchieta-Imigrantes. “O Sistema Anchieta-Imigrantes é o aparelho rodoviário mais complexo do Brasil. Com uma geografia cheira de desafios, como neblina, desnível e a operação do maior porto da América Latina. Essa combinação nos torna mais complexos. E planos de crise são o nosso DNA. Todo evento gera aprendizados. É preciso falar em nova infraestrutura, caso da terceira pista da Imigrantes. De um lado, aperfeiçoar o protocolo na crise, e no outro, pensar no futuro”, afirma o diretor-geral de Concessões da EcoRodovias, Rui Klein. O diretor de Operações de Artesp, Santi Ferri, entende que a atuação da concessionária foi “diligente”. “Ela fez o que estava ao alcance, e até um pouco mais. Atos como dar água não estão no contrato, mas a concessionária fez. E o que temos buscado, com essas ocorrências, é tentar melhorar nos próximos contratos.” Segundo ele, há negociações com a Ecovias para se incluírem, por exemplo, melhorias na iluminação nos trechos de Serra, câmeras em 100% do sistema e a possibilidade de passarelas com estrutura metálica, de mais fácil desmontagem em caso de acidente. Representantes se explicam A partir das perguntas dos deputados estaduais, os representantes convidados à reunião explicaram as decisões tomadas após o acidente no Km 52 da Anchieta, em Cubatão. Caio França (PSB) questionou o hiato de cerca e 12 horas entre o acidente e a liberação total da pista, com pessoas sem qualquer assistência. “Não me parece razoável que a gente não conseguisse retirar as pessoas que precisavam descer a Serra por outro caminho. Talvez por vans, em comboio perla Imigrantes, de forma excepcional.” Rui Klein, da Ecovias, explica que o fato de não haver acostamento na Via Anchieta impede acesso mais efetivo. “Tentamos usar motos para percorrer o caminho, além de alguns deslocamentos a pé, Mas é algo que a gente pode sair daqui e endereçar, para o futuro, algum tipo de encaminhamento, ao menos para pessoas mais vulneráveis, como crianças e idosos.” Paulo Mansur (PL) questionou se os guinchos utilizados são da própria Ecovias. Klein respondeu que se utilizaram “superguindastes de mais de 200 toneladas, usados apenas em ocasiões especiais. Foi uma prontidão imbatível no Brasil”. Solange Freitas (União) sugeriu a possibilidade de uma operação comboio voltada para os ônibus fretados para descida pela Imigrantes, em caso de ocorrências. Paulo Corrêa Júnior (PSD), pensou de modo semelhante. “Uma alternativa viável seria a liberação excepcional da descida pela Imigrantes, sob escolta, garantindo segurança e fluidez.” Matheus Coimbra Martins de Aguiar, o Tenente Coimbra (PL), propôs que os planos de contingência prevejam fornecimento de água e alimentos. “Precisamos escalonar, até em termos de horário, como proceder. Se fosse por mais tempo, como faríamos? Precisamos criar, em termos de lei, essa obrigatoriedade.” Um projeto de lei nesse sentido, apresentado na Assembleia pelos cinco deputados locais, deu entrada na terça-feira na Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Casa. Ainda passará pelas de Transportes e Comunicações e de Finanças, Orçamento e Planejamento.