[[legacy_image_56873]] Até o fim deste ano, a expectativa de infectologistas ouvidos por ATribuna.com.br é de que 80% da população adulta esteja protegida com as duas doses da vacina contra a covid-19. Apesar disso, ainda é cedo para pensar em ver uma situação mais tranquila da pandemia já neste segundo semestre, já que parte da população ainda estará recebendo a primeira dose. Para a infectologista Raquel Stucchi, o que já sabemos diante da experiência internacional é que a repercussão da vacinação, com quedas de hospitalizações e mortes, acontece depois da segunda dose. "É muito bom avançar na vacinação, mas teremos um controle maior da doença só no final do ano". Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Para ela, uma preocupação é que, quando a maior parte da população estiver imunizada, teremos também 20% da população adulta com nove meses de imunização. “Isso pode ter impacto no nosso controle da covid-19, por isso essa vacinação deve ser rápida. Essas pessoas, principalmente idosos e transplantados, já deverão precisar de ao menos uma dose adicional", diz a especialista. O infectologista Marcelo Otsuka explica que já houve uma queda de 50% nos números da faixa etária acima de 80 anos. "Tenho planilhas com percentual de casos semana a semana, considerando por faixa etária, de 2020, começo de 2021 e atualmente. Quando comparamos, vemos redução de casos e óbitos na faixa maior". Um problema sério e que deve ser resolvido com urgência, segundo ele, são as pessoas que não voltam para tomar a segunda dose. "Temos de considerar os três meses entre a primeira e a segunda doses. A gente precisa ter impacto maior de vacinação completa. Teremos uma resposta ao alcançarmos ao menos 70% a 80% da população imunizada", diz Marcelo. Cuidados Para o infectologista Eduardo Santos, é preciso manter os mesmos cuidados e nem pensar em deixar a máscara de lado tão cedo. "Não é por que os mais velhos foram vacinados que podemos abusar e voltar a fazer festinhas em família. A vacina não protege contra a infecção". Ele lembra ainda que a faixa de transmissão está muito alta. "Estamos numa situação de piora, muito ruim mesmo, e justamente por causa da falta de cuidado. Não estamos nem perto de ficarmos livres da doença". O infectologista Jacyr Pasternak lembra que o calendário de vacinação prevê a aplicação da primeira dose até setembro, ou seja, a segunda dose dessas pessoas será apenas em dezembro. "Até lá, já estaremos em um momento de festa e confraternização. Se não respeitarmos esses cuidados de manter o distanciamento social e higiene das mãos, não veremos números melhores". As variantes também pedem um cuidado maior, explica o infectologista Ricardo Hayden. "Temos de continuar no mesmo ritmo por conta das novas cepas. Não temos uma vida normal no momento. Não há como tê-la sem risco. Temos de continuar com os sentidos em alerta". Ele pede ainda que as autoridades sigam sem medir esforços para conseguir a maior quantidade de vacinas no menor tempo possível. "Nós temos uma capacidade de imunização muito grande e bem estruturada, mas precisamos do imunizante para que a população seja protegida" Clique e saiba mais em ATribuna.com.br [[legacy_youtube_toROUCKzKDY]]