Guarujá foi uma das cidades mais afetadas pelo surto; hoje, a Prefeitura diz que não há mais tal classificação no município (Alexsander Ferraz/AT) O Instituto Adolfo Lutz informou que não há norovírus nas amostras de água potável colhidas em Guarujá e Praia Grande, cidades do Litoral paulista mais afetadas por esse vírus, causador de gastroenterocolite, desde o fim do ano passado. A Secretaria Estadual da Saúde prestou a informação ontem. Já se havia identificado norovírus em amostras de fezes humanas coletadas nos dois municípios. Porém, ainda não se encontrou o motivo da infecção. A secretaria acrescentou que também não foram identificados nas amostras de água potável outros tipos de vírus nem qualquer alteração. Foi, então, descartada a hipótese de que a transmissão da gastroenterocolite tenha se dado dessa forma. POR ENQUANTO Em duas reuniões técnicas das quais participaram secretários municipais de saúde e representantes das vigilâncias epidemiológicas das nove cidades da Baixada Santista, abordaram-se medidas a adotar nos casos de gastroenterocolite aguda. Em nota, secretaria afirmou que seu grupo técnico reforçou a relevância dos protocolos para a coleta de amostras humanas e de água na análise dos casos. Também enfatizou a importância do fluxo de informações, com orientações claras sobre a necessidade de notificações e medidas preventivas voltadas à população. SABESP A Sabesp voltou a enfatizar que seus serviços não têm qualquer relação com o surto da doença. A companhia disse, ainda, que monitora as etapas do sistema de abastecimento para garantir a qualidade da água distribuída. Por isso, atende “aos parâmetros previstos pela legislação para portabilidade da água do Ministério da Saúde: desde o manancial, passando pelas estações de tratamento, (pelo) sistema de distribuição, até o cavalete na entrada do imóvel dos clientes”. A Sabesp recomendou que as caixas-d’água das casas estejam sempre limpas e tampadas. A limpeza deve ser realizada a cada seis meses. Os sistemas de água e esgoto da Baixada operam normalmente e são monitorados 24 horas por dia, salientou a empresa. PREFEITURAS Em nota, a Prefeitura de Guarujá afirmou que não há mais a classificação de surto na cidade. “Hoje, estão sendo atendidos casos que são considerados normais para a época.” O Município disse trabalhar com possíveis infecção por norovírus, considerando os sintomas dos pacientes. Para controle, informam-se medidas de prevenção e tratamento, e há fiscalização sanitária de carrinhos e quiosques quanto a ações de higiene, incluindo a manipulação correta dos alimentos. A Prefeitura de Praia Grande não respondeu até a publicação desta matéria.