[[legacy_image_298622]] Um levantamento realizado pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), apontou que os valores mais caros de combustíveis na Baixada Santista estão no Guarujá. Na pesquisa realizada entre os dias 10 e 19 de setembro, os preços médios registrados na Cidade foram de: R\$ 3,96 para o etanol, R\$ 6,05 para a gasolina e R\$ 6,78 para o diesel. O diesel no Guarujá teve um aumento de 78 centavos por litro, o que significa 13% a mais de uma semana para a outra. Já a gasolina subiu 22 centavos (3,7%) e o etanol 17 centavos (4,4%). A verificação foi feita nas cidades de Cubatão, Guarujá, Praia Grande, Santos e São Vicente. Santos teve o segundo maior aumento registrado no valor do etanol na Baixada. Em duas semanas, o preço oscilou 2,77% a mais, e agora o motorista passa a desembolsar mais 10 centavos por litro para abastecer. A gasolina também subiu 2,5%, ou seja, 14 centavos a mais, passando de R\$ 5,60 para R\$ 5,74. O diesel foi o que menos oscilou, aumentando somente 2 centavos no preço do litro. Cubatão também ganhou destaque no levantamento, sendo a única cidade da região com registro de estabilidade nos preços do etanol e diesel. Ela permanece com os valores médios de R\$ 3,95 e R\$ 6,31, respectivamente, há duas semanas. Já a gasolina na cidade teve um aumento de 4 centavos, passando de R\$ 5,80 para R\$ 5,84 no mesmo período. Já o etanol em São Vicente registrou o preço mais barato da região, e está custando por volta de R\$ 3,49. Com relação à semana anterior, o combustível teve um acréscimo de apenas 6 centavos, seguido por um centavo para a gasolina e para o diesel, que estão custando atualmente cerca de R\$ 5,62 e R\$ 5,89 respectivamente. Em Praia Grande, comparando as duas últimas semanas, o etanol apresentou um aumento de 1,4%. Isso representa 5 centavos a mais no preço do combustível que passou de R\$ 3,54 para R\$ 3,59. Já outros aumentos de 2 e 3 centavos foram sentidos nos valores médios da gasolina e diesel. A população que abastecia pelos valores de R\$ 5,55 e R\$ 6,09, agora abastecem por R\$ 5,57 e R\$ 6,12 respectivamente. Veja a tabela: RepercussãoA Reportagem entrou em contato com o representante do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, e de Lojas de Conveniência, e de Empresas de Lava-Rápido e de Empresas de Estacionamento de Santos e Região (Sindicombustíveis Resan), José Camargo Hernandes, para saber o que pode influenciar na grande variação nos valores em cidades da mesma região. Ele esclareceu que cada empresa é responsável pela definição dos seus preços de venda. “Esses preços são definidos por cada empresário, com base nos preços de compra das suas distribuidoras acrescido da margem de revenda. Essa margem serve para cobrir as despesas operacionais, tais como aluguel, salários, encargos, despesas com proteção ambiental, treinamentos, água, energia elétrica e todas as obrigações tributárias”, esclarece. O que dizem os especialistasDe acordo com o economista Luciano Simões, a questão logística do Guarujá interfere bastante nos preços que são aplicados na Cidade. Ele comenta que o fato de o Município ter uma quantidade menor de postos, faz também com que a concorrência seja menor, e o preço tende a ser mais elevado. “Outro fator é o custo para trazer algo para cidade. Tem que pagar pedágio ou pegar balsa, e isso acaba forçando Guarujá a elevar os preços dos produtos, inclusive do combustível. Com isso, muita gente acaba optando por abastecer em Santos e isso faz com que os postos da cidade vizinha vendam menos e tenham que nivelar os preços para que possam ter algum lucro”, explica. O especialista ainda comenta que a expectativa para o final do ano é que os preços apresentem uma pequena baixa ou estabilização. “O valor aplicado aos combustíveis sofre influência de algumas variáveis, como a questão do câmbio, a valorização do preço do petróleo e as políticas internas de precificação. A previsão é que o preço do barril do petróleo chegue a 100 dólares até o final do ano, o que pode fazer com que os preços aumentem. Mas, acredito que isso não vá acontecer, pois no final do último semestre há um movimento muito maior dessa matéria-prima, então o preço tende a diminuir, impactando também na queda do valor dos combustíveis”, comenta.