[[legacy_image_258179]] O reajuste anual dos remédios, vigente desde o último dia 31, com a publicação no Diário Oficial da União, deixa consumidores doentes de preocupação. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O aumento deve ser de, no máximo, 5,6%. O índice foi determinado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), órgão vinculado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O ajuste é baseado em um modelo de teto de preços, calculado com base em fatores como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, indicador oficial de inflação do País). Contas Enquanto isso, quem precisa medicação de uso contínuo está fazendo contas. A aposentada Maria Zenite, de 65 anos, gasta mensalmente mais de R\$ 200,00 em remédios para circulação sanguínea e colesterol. “Isso representa mais de 20% do que eu recebo”, afirma. “O ideal seria ter sempre saúde”, emenda. A comerciante Adelaide Amaral, de 47 anos, e o marido têm uma despesa ainda maior: em torno de R\$ 1 mil com medicamentos para diabetes, triglicérides e pressão arterial. “Isso dá uma média de 10% do nosso ganho mensal, que é variável, em razão de termos comércio”, explica, dando a receita para que os remédios sejam cortados aos poucos do cotidiano. “Alimentar-se bem e praticar atividade física.” O funcionário público Samuel Almeida, de 54 anos, tem gasto reduzido com remédios para pressão — em torno de R\$ 26,00 — porque a dosagem necessária ainda é baixa, e ele recorre à Farmácia Popular. “Ainda que pequena, seria uma economia, caso conseguisse pegar sem custos, embora o ideal fosse não precisar tomar”, comenta. No caso do marmorista Darci Donizete dos Santos, de 67 anos, poupar dinheiro com remédios seria melhor ainda. Ele desembolsa mensalmente de R\$ 800,00 até R\$ 1,3 mil, dependendo do lugar em que consegue comprar medicamentos para pressão. “Se fosse possível conseguir de outra forma, seria o ideal”, comenta. Cada cidade, como as da Baixada Santista, tem regras para retirada de remédios (veja destaque). Recomendações O economista Denis Castro recomenda que consumidores pesquisem, se cadastrem nos programas de fidelidade, no programa Farmácia Popular, busquem genéricos e similares e, naturalmente, conversem com o médico antes de se definir os remédios a tomar. “É necessário ficar atento às promoções e descontos das farmácias nas quais os cadastros foram feitos. A tecnologia ajuda bastante o consumidor a pesquisar sem precisar andar até todas as farmácias, o que geraria gastos de tempo e com deslocamento”, detalha. A quem recorrer Nesta época de novo reajuste, também é importante que o consumidor fique atento com relação a possíveis abusos. O Procon Santos alerta que, caso o reajuste seja superior ao estabelecido na resolução, o consumidor poderá denunciar a questão à Cmed, por meios dos canais da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e aos órgãos de defesa e proteção ao consumidor. Além de verificar os preços dos produtos, o Procon Santos verifica se medicamentos não estão com validade vencida. REMÉDIOS: CADA CIDADE TEM UM SISTEMA Santos A Prefeitura oferece medicamentos e insumos, desde que prescritos por médicos que atendam em unidades municipais. São itens padronizados e dispensados apenas aos pacientes da rede. Não se aceitam receitas de médicos particulares nem de convênios. Para aquisição de medicamentos por valores mais baixos, indica-se o Programa Farmácia Popular, do Governo Federal. Cubatão Medicamentos padronizados são dispensados nas 18 unidades de saúde e na policlínica, das 8 às 17 horas. É preciso apresentar receita médica da rede municipal e cartão SUS. Medicamentos da Farmácia de Saúde Mental são dispensados na policlínica, das 8 horas às 16h30. Deve-se apresentar receita médica original (com validade de 30 dias) em duas vias, documento de identificação e cartão SUS. Medicamentos padronizados na rede estadual (de alto custo) devem ser solicitados mediante abertura de processo no setor de alto custo, na policlínica. Exigem-se documento de identificação, CPF, comprovante de residência com CEP, Cartão SUS, laudo de solicitação, avaliação e autorização de medicamentos e receita médica com data de até 30 dias. Medicamentos dispensados pelo Programa Farmácia Popular são dispensados nas drogarias cadastradas no programa. É preciso apresentar receita médica com validade de 180 dias, documento de identidade, CPF, procuração para compra de medicamentos no programa com reconhecimento de firma em cartório. Guarujá A Prefeitura informa ter dois programas com oferta de medicamentos gratuitos: A lista padronizada pelo SUS, quando o usuário retira remédios mediante apresentação de receita, com validade seis meses, nas unidades básicas de Saúde. O programa do Ministério da Saúde denominado Aqui Tem Farmácia Popular, que oferece gratuitamente, nas farmácias particulares conveniadas, medicamentos para asma, diabetes e hipertensão. Também se vendem por valores simbólicos determinados anticoncepcionais, medicamentos de colesterol, rinite, doença de Parkinson, osteoporose, glaucoma, diabetes associado a doença cardiovascular e fraldas geriátricas. Mongaguá A Farmácia Municipal oferece medicamentos de graça para à população. Os remédios são enviados pelos governos Estadual e Federal e adquiridos pelo Município. Para solicitar, o paciente da rede municipal de Saúde ir à Farmácia Central (Av. São Paulo, 3.570, Vera Cruz), à Farmácia da USF Flórida Mirim (Av. Monteiro Lobato, 11.130) e à Farmácia da USF Itaguaí (Rua José Munhoz Bonilha, 429). Além disso, há uma lista de medicamentos de alto custo que seguem o Governo do Estado. Para fazer o requerimento, é preciso ser atendido em uma Unidade de Saúde da Família e pegar o encaminhamento médico. O Departamento Regional de Saúde que organiza as solicitações. Praia Grande Os medicamentos oferecidos pelo SUS são distribuídos gratuitamente nas 30 unidades de Saúde da Família (Usafas) do Município e na farmácia da UPA Quietude. Os medicamentos são distribuídos mediante receita, como antibióticos, antitérmicos, anti-inflamatórios, xaropes e para tratamentos como infecções e síndromes gripais. As medicações da Farmácia de Alto Custo são distribuídas nas Usafas. Os psicotrópicos, nas unidades do Centro de Atenção Psicossocial (Caps). São Vicente A Prefeitura informa que o Município distribui medicamentos de forma gratuita pelo SUS. O Programa Farmácia Popular do Brasil, do Governo Federal, complementa a oferta de medicamentos da atenção primária à saúde, por meio de parceria com farmácias e drogarias da rede privada. Além das unidades Básicas de Saúde (UBS) e estratégias de Saúde da Família ou farmácias municipais, há medicamentos nas farmácias e drogarias credenciadas ao Farmácia Popular. Bertioga, Itanhaém e Peruíbe não responderam aos questionamentos da reportagem.