[[legacy_image_262590]] Produtos vencidos, validade adulterada e erros nas etiquetas de oferta e nos leitores ópticos. Essas são algumas das irregularidades constatadas pelo Procon-SP ao fiscalizar mercados da Baixada Santista desde julho do ano passado, quando unidades foram denunciadas por clientes que compraram alimentos com larvas e insetos. O caso mais recente foi em Mongaguá, em que a Polícia Civil flagrou produtos com validade adulterada em um mercado do bairro Agenor de Campos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Essa ação, ocorrida no último dia 14, contou com apoio da Vigilância Sanitária do município. A polícia informou que alimentos mofados e bebidas com validade adulterada foram encontrados no estabelecimento. Antes desse caso, em julho do ano passado, uma moradora de Itanhaém encontrou larvas em uma peça de carne comprada em uma unidade do Extra. O estabelecimento foi alvo de ação do Procon, que encontrou azeitonas vencidas e produtos sem preço para pagamento à vista. No mesmo mês, uma moradora de Praia Grande denunciou insetos em um pacote de macarrão comprado no Extra do Boqueirão. A unidade e outro estabelecimento da mesma rede, só que no bairro Guilhermina, foram inspecionados pelo Procon após o fato. Na unidade do Boqueirão, foi constatado irregularidade nos preços de venda de alguns sabonetes, bem como ausência de um leitor óptico. Já na Guilhermina, os fiscalizadores encontraram bolachas vencidas. Responsabilidade Para Fabiano Mariano, coordenador do Núcleo do Procon na região da Baixada Santista, os casos citados ocorrem devido a falta de vigilância por parte de fornecedores. Ele acredita que é necessário uma conduta mais fiscalizadora por parte dos estabelecimentos. "Não apenas os mercados, como todos os envolvidos na cadeia de consumo precisam ter uma conduta mais vigilante junto a seus colaboradores e aos procedimentos adotados, a fim de garantir higiene, limpeza e a manutenção das boas práticas de armazenamento, transporte e manipulação de alimentos", destacou. Nas ocorrências de Itanhaém e Praia Grande, todos os mercados foram multados pelo Procon. No caso de Mongaguá, ocorrido neste mês, o gerente do supermercado foi preso, mas pagou fiança e responde em liberdade. Mariano alerta que, em caso de recorrência do estabelecimento em cometer irregularidades, ele pode ser interditado. "A multa é a sanção aplicável nos casos em que forem constatados esses tipos de irregularidades. Porém, em casos específicos, sobretudo se o estabelecimento insistir na prática da conduta, a interdição do estabelecimento também pode ser determinada, uma vez que está prevista no Código de Defesa do Consumidor", explicou. Setor de processos A Associação Paulista de Supermercados (Apas) destacou a importância dos estabelecimentos terem atenção ao setor de processos, com o intuito de garantir saúde, qualidade e bem-estar aos consumidores. "Quando surge uma adversidade, o setor (de supermercados) se mobiliza imediatamente para entender e resolver a questão. O setor supermercadista se mantém em constante atualização em relação às normas legais e sanitárias, e investe em inovações tecnológicas a fim de manter o alto padrão de qualidade da sua operação", declarou. A entidade presta apoio aos estabelecimentos com consultorias jurídicas e de operação de loja, com o intuito de profissionalizar cada vez mais o setor e evitar irregularidades. "Existe um trabalho contínuo do setor supermercadista, com apoio da APAS, na promoção de informação, no aprimoramento da gestão, no desenvolvimento dos processos, na formação profissional dos seus colaboradores e na implantação de novas tecnologias, cujo objetivo é a satisfação do cliente, para que ele faça as suas compras com conforto, qualidade e segurança", pontuou a Apas.