Reunião do Comitê da Bacia Hidrográfica da Baixada Santista ocorreu na tarde desta segunda (31), em Praia Grande (Alexsander Ferraz/AT) O prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão (MDB), é o novo presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica da Baixada Santista (CBH-BS) para o período 2025/2027. A escolha foi oficializada nesta segunda-feira (31), durante reunião ordinária do órgão na Cidade. Ele ocupará o lugar de Nelson Portéro Junior, que será o vice-presidente. Complementam a diretoria Vivian Marrani de Azevedo Marques, representando a Companhia Ambiental do Estado (Cetesb), como secretária executiva, e Laura Stela Nariato Perez, representando a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, como secretária executiva adjunta. Para Mourão, o comitê tem papéis a cumprir. “O primeiro é regrar a gestão das águas na nossa bacia hidrográfica, mas também estimular projetos que possam caminhar nesse sentido. É importante discutir a utilização equilibrada das águas. O abastecimento regional está muito ligado à preservação dos mananciais”, afirma. Para ele, outras medidas passam pela ampliação das reservas de água em cada cidade e pela mudança das políticas públicas dentro de cada município. “Aqui, mandei uma (proposta de) lei para a Câmara determinando que os prédios novos devem ter uma reservação maior, porque nosso modo de ocupação é diferenciado, por sermos uma região de praia, com mais fluxo de gente. Acho, ainda, que a preservação passa para uma outra vertente, que é o processo educacional, da consciência de não jogar o seu lixo em qualquer lugar”, acrescenta, lembrando a importância da macrodrenagem. Nova diretoria, até 2027 (a partir da esquerda): Alberto Mourão, Nelson Portéro, Vivian Marques e Laura Perez (Alexsander Ferraz/AT) “Ela também cria impacto. São formas adequadas, É preciso ampliar e ter policiamento desses trechos. Porque fazer canais e não controlá-los vai continuar permitindo esgoto clandestino. Também defendo voltar a operação de busca ativa de ligações clandestinas”, emenda. ESTADO Vivian Marques cita conquistas do comitê, como a aprovação do novo estatuto da instituição, a atualização no regimento interno e o estímulo à participação da sociedade civil no CBH-BS. “É um desafio muito grande, mas a gente espera contar com o pessoal que foi eleito. O que você faz com saneamento, drenagem e moradias? Nosso trabalho envolve diretamente recursos hídricos e, por consequência, saúde pública.” Laura Stela Nariato Perez lembra o princípio do comitê, de integrar ações, de forma descentralizada e participativa. “Ninguém faz nada sozinho. É preciso ter a colaboração da sociedade civil, do Estado e dos municípios, para que conversem, cheguem a objetivos comuns e tragam resultados efetivos para a população.” Preservar rios que abastecem população regional é um dos objetivos (Alberto Marques/AT/Arquivo) SOCIEDADE CIVIL Nelson Portéro Junior, da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Bertioga, reforça a importância da presença da sociedade civil nas discussões e nos projetos do CBH-BS. “Existe uma legislação sobre a cobrança da água, de onde se geram recursos que viabilizam projetos que os municípios, a sociedade civil e o Estado podem fazer uso, dentro do plano da Bacia Hidrográfica da Baixada Santista”.