[[legacy_image_180021]] O Estado de São Paulo começa nesta segunda-feira (30) a aplicação da terceira dose da vacina de covid-19 para os adolescentes de 12 a 17 anos de idade. Na última sexta, o Ministério de Saúde já havia recomendado a aplicação do reforço vacinal para esta faixa etária. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A Tribuna procurou as prefeituras da região para questionar como será feita a vacinação definida pelo Governo Estadual. Praia Grande, por exemplo, confirmou que inicia nesta segunda (30) a dose adicional para os adolescentes. A vacina será aplicada nas 30 Unidades de Saúde da Família (Usafas), das 9 às 16 horas. Enquanto isso, Guarujá iniciará terça-feira (31) a aplicação da terceira dose contra a covid-19 no público adolescente. O município disponibiliza 20 postos de vacinação de segunda a sexta-feira, das 9 às 15 horas. Já em Santos, a Secretaria de Saúde aguarda orientações oficiais do Governo do Estado e a chegada de novas doses para organizar a logística adequada para contemplar a ampliação de público. As vacinas De acordo com o Governo do Estado, os municípios poderão utilizar para o esquema vacinal deste público Pfizer e CoronaVac, conforme disponibilidade nas unidades de saúde. A dose de reforço pode ser aplicada após quatro meses da segunda. A recomendação também vale para adolescentes gestantes e puérperas. No caso dos adolescentes imunocomprometidos, apenas a vacina da Pfizer deve ser utilizada. A Secretaria de Estado da Saúde promete disponibilizar novos lotes de vacina no início desta semana, conforme solicitação dos municípios e também de acordo com o envio de mais imunizantes por parte do Ministério da Saúde. Com atraso Especialistas ouvidos por A Tribuna entendem que a medida “vem com atraso”, visto o momento de pandemia no País, com sinalização no aumento dos casos. “É uma medida acertada. As variantes são um desafio e escapam da resposta imune. Então, precisamos desse reforço para a população mais jovem também. E, é urgente, temos que imunizar as crianças com menos de 5 anos. A demora da Anvisa em liberar isso é injustificável”, afirma o médico infectologista Evaldo Stanislau. Ele lembra, contudo, que a vacinação em dia não é sinônimo de ‘liberou geral’ para os adolescentes. “É importante separar as coisas. As vacinas impedem formas graves, mas não impedem totalmente a infecção. Penso que as máscaras seguem fortemente indicadas nos ambientes fechados ou aglomerados, embora a terceira dose vá, sim, reduzir a circulação viral”. A médica infectologista Elisabeth Dotti conta que vários pais perguntavam há tempos sobre a dose de reforço dos adolescentes. “Quem se preocupa com a vacina já estava questionando isso. Então, é algo que demorou a acontecer. Não vamos mais ter aquele epidemia violenta, com muitos óbitos e lotação de UTIs. Mas temos muitos infectados. é algo que desgasta”, argumenta.