[[legacy_image_345141]] Diretor-presidente de A Tribuna, Marcos Clemente Santini fala, na entrevista a seguir, sobre o orgulho de ver o jornal chegar aos 130 anos, as projeções para a marca que se tornou sinônimo de jornalismo regional e pontos que merecem atenção redobrada no rotina atual, como a preocupação com as fake news, a falta de leitura em geral e a histórica relação com os leitores. O que vem primeiro à cabeça quando é lembrado que A Tribuna faz 130 anos? Credibilidade. Acho que A Tribuna chegou aos 130 anos graças à credibilidade, ao jornalismo sério que a gente sempre fez e faz. Por isso que as pessoas acreditam em A Tribuna. Quando há algum fato relevante em Santos, as pessoas só acreditam quando sai em A Tribuna. Ou no portal ou na rádio ou na TV ou no jornal. E isso não é de um dia para o outro. A gente conseguiu conquistar isso nestes longos anos de existência. É aquela tradição que diz que, se não saiu em A Tribuna, é porque realmente não aconteceu, não existiu... Hoje em dia, com os avanços tecnológicos, existem as fake news, que são um grande problema. E, agora, a inteligência artificial. As pessoas têm que tomar muito cuidado de onde vem a notícia. Elas têm que checar. Por isso que todos os órgãos grandes de imprensa estão trabalhando muito nisso, o Governo Federal também, contra as fake news. É muito perigoso passar informação errada. E muita gente passando “informação”, entre aspas mesmo, pois é errada... E o pior que tem muita gente acreditando nessas informações falsas. Quando vem uma data como essa, um aniversário com números redondos, sempre desperta lembranças pessoais de uma outra ocasião vivida. Qual a primeira que vem à mente? Para mim, foi o centenário (1994), com uma festa que fizemos no Caiçara (clube que existia no Bairro José Menino, em Santos). Eu estava começando. Para mim foi a mais marcante. Não só, talvez, pelo centenário, pela data redonda, mas pela festa que foi feita, que foi muito bonita. Foi ali minha primeira grande lembrança. Lembro dos 90 anos (1984), mas a do centenário foi mais (marcante). É um número que fixa. Juntaram-se nessa memória a festa grandiosa, as várias homenagens que a gente recebeu e o número redondo do centenário. Além do legado das notícias trazidas diariamente, outro ponto importante é a relação muito próxima com os leitores. E isso se acentua porque A Tribuna está em Santos, uma cidade que não é uma capital... Isso ajuda, porque o jornal é feito para a família A Tribuna, que é composta pelos leitores. E eles se sentem parte desta família. Como a gente está no dia a dia deles, geralmente no café da manhã, eles se sentem donos, eles precisam e querem ler A Tribuna. É dos dois lados: o carinho que a gente recebe deles e o carinho que a gente dá a eles. E acho que o grande desafio, de agora em diante, nesses próximos anos, é fazer as pessoas lerem mais. As crianças estão lendo muito pouco. E não é em Santos. É no Brasil inteiro. Hoje, você recebe um texto grande no WhatsApp e a gente lê pela metade, mas o vídeo a gente vê. O jornal traz vários tipos de matérias, resumidas, com o que aconteceu ou o que possa vir a acontecer, algum projeto. Acho que o jornal resume tudo isso. E A Tribuna sempre teve o cuidado de trazer vários assuntos pelo lado do desenvolvimento... Nosso trabalho é esse: ajudar não só as empresas, mas os governos municipais, estaduais e até os federais a desenvolver. Mais principalmente os municípios, pois a gente ajuda os prefeitos para que as cidades caminhem bem. As cidades indo bem, A Tribuna vai bem. E nossos leitores ficam satisfeitos. A Tribuna sempre foi apartidária. Nunca apoiamos nenhum candidato ou partido. Nossa função é ajudar no que for preciso, mas também cobrar os prefeitos sobre, por exemplo, uma obra que não foi feita ou foi mal realizada. Esse é o papel de A Tribuna: falar bem quando tem que falar bem e falar mal quando tem que falar mal. O que projetar para os próximos anos para A Tribuna, em especial, que é a aniversariante? É continuar a nossa filosofia. A cobrança é muito grande dos leitores e dos anunciantes, mas estamos preparados. A gente trabalha junto com nossos leitores, escuta muito os nossos anunciantes, e a gente está sempre querendo se modernizar. Não é porque tem 130 anos que o jornal vai ficar sempre igual. Todos os dias pensamos em coisas novas. Se uma plataforma nova surgir, a gente vai estar divulgando o Grupo Tribuna. A gente aproveita os avanços tecnológicos e se moderniza. Esse é o nosso grande desafio: não ficar parado no tempo. Manter a perenidade da marca faz parte disso, não? Sem dúvida alguma. Não é uma tarefa muito fácil. Só com muito trabalho e muita responsabilidade que a gente consegue dar continuidade.