[[legacy_image_345007]] A política brasileira vivia tempos conturbados na década de 1960, e A Tribuna noticiou os fatos mais importantes de um período marcado por tensão, perda da autonomia política de Santos e Cubatão e até mesmo a prisão de um jornalista da equipe do mais importante periódico do Litoral Paulista. Depois da renúncia de Jânio Quadros, em 1961, a instituição do parlamentarismo para que o vice João Goulart assumisse e a volta do presidencialismo, em plebiscito de janeiro de 1963 que deu poderes a Goulart, o regime militar foi instituído no Brasil, com a deposição do presidente e a cassação de mandatos de outros políticos oposicionistas. O general Castello Branco foi o primeiro a assumir. Santos sofreu com isso. Foram cassados o prefeito José Gomes e o então presidente da Câmara, João Inácio de Souza. Com isso, o capitão de fragata Fernando Hortalla Riedel foi nomeado pelo Governo Federal como interventor. Foi uma época de muitas detenções. Quem desafiava o governo era enviado ao navio-prisão Raul Soares, caso de muitos políticos, sindicalistas e operários. No período ditatorial, ações guerrilheiras foram registradas na Baixada Santista, incluindo Cubatão, que foi considerada de interesse para a Segurança Nacional e perdeu a autonomia político-administrativa. [[legacy_image_345008]] Embora as redações dos jornais da época sofressem todo tipo de pressão do governo militar, A Tribuna continuava firme no sentido de ampliar sua estrutura e levar o noticiário ao leitor. O jornal tinha os linotipos Mergenthaler, marca entre as mais eficientes do mercado até então, dando mais agilidade aos trabalhos. Nesse período do País, A Tribuna manteve sua linha de seriedade e equilíbrio. Procurava noticiar tudo que fosse de interesse público. Mas havia assuntos que eram proibidos por órgãos de inteligência da ditadura. Em 13 de dezembro de 1968, houve a edição do Ato Institucional 5 (AI-5) e a vitória, dentro da ditadura, dos setores mais duros. Na madrugada, o Exército prendeu o então editor-chefe de A Tribuna, Juarez Bahia. Ele foi levado ao 2º Batalhão de Caçadores, mas acabou libertado dias depois graças aos esforços do diretor-presidente do jornal à época, Giusfredo Santini. O jornalista também esteve no navio-prisão Raul Soares. Um mês antes, Esmeraldo Tarquínio, candidato de oposição ao regime militar e negro, foi eleito prefeito de Santos para substituir Silvio Fernandes Lopes, eleito três anos antes. Apesar da vitória nas urnas, ele foi cassado antes da posse. Solidário, o vice, Oswaldo Justo, não assumiu. O presidente da Câmara, Álvaro Fontes, também foi cassado. Os militares elegeram como interventor da Cidade o general da reserva Clóvis Bandeira Brasil e declararam a Cidade Área de Interesse da Segurança Nacional, em 1969.