[[legacy_image_200483]] Os brasileiros terão 11 opções de concorrentes à Presidência da República neste ano. Ao contrário de anos anteriores, esse cenário foi definido a poucos dias do prazo final para o registro de candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), encerrado segunda-feira (15). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A disputa deste ano ficará marcada por algumas peculiaridades. Desde a redemocratização do País, em 1989, essa será a primeira vez que um ocupante da principal cadeira do Palácio do Planalto disputará a reeleição – Jair Bolsonaro (PL) – tendo como um dos adversários alguém que já ocupou esse mesmo cargo - Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que governou o País entre 2003 e 2010. O Pros chegou a oficializar o nome do coach Pablo Marçal como postulante a chefe do Executivo Federal, mas a sigla retirou esse pedido e, posteriormente, ingressou na coligação do petista. A mudança de postura se deve a uma disputa interna na legenda que vinha se arrastando há alguns meses. No último dia 5, o TSE deu ganho de causa ao grupo que defendia o apoio a Lula. Outra curiosidade é a indicação do PTB para concorrer a presidente: o ex-deputado federal Roberto Jefferson. Presidente de honra da agremiação, ele cumpre prisão domiciliar, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), após ter feito ataques à Corte e à democracia. Os concorrentesAos 64 anos, Ciro Gomes (PDT) estará disputando o Palácio do Planalto pela segunda vez consecutiva pelo partido. Em 1998 e em 2002, ele concorreu ao mesmo cargo pelo PPS (atual Cidadania). O político já governou o Ceará e foi ministro da Fazenda e da Integração Nacional. José Maria Eymael (DC) concorrerá a presidente pela sexta vez – as outras tentativas foram em 1998, 2006, 2010, 2014 e 2018. Ele é a principal liderança da legenda, o postulante ao Executivo federal mais velho do pleito (82 anos) e tem um dos jingles mais conhecidos da política nacional. Neste ano, terá nas urnas o nome Constituinte Eymael, em referência ao período em que foi deputado federal constituinte, na década de 1980. O cientista político Felipe D’Ávila (Novo) é um dos estreantes nas urnas neste ano. Coordenador do movimento Unidos Pelo Brasil e fundador do Centro de Liderança Pública (CLP), ele possui o maior patrimônio declarado ao TSE entre os presidenciáveis (R\$ 24,619 milhões). Após ficar dois anos sem partido, Jair Bolsonaro ingressou no PL, em novembro do ano passado, para tentar a reeleição. Para repetir a façanha obtida em 2018, ele manteve um militar da reserva como vice na chapa: Braga Netto (PL). A coligação também é formada por Republicanos e PP. O técnico de mecânica Leonardo Péricles buscará chegar ao comando do Palácio do Planalto pelo UP, partido que foi oficializado em dezembro de 2019. Entre os 11 candidatos ao Executivo, ele é o que tem o menor patrimônio (R\$ 197,31). Ele e a vice Samara Martins (UP) se declararam pretos. Eleito em 2002 e reeleito em 2006, Lula (PT) busca o terceiro mandato. O petista será o dono da maior aliança nas eleições deste ano, formada por mais nove siglas: PCdoB, PV, PSOL, Rede, PSB, SD, Agir, Avante e Pros. O vice na chapa é o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB). Roberto Jefferson disputará a Presidência pelo PTB. Em 2005, ele denunciou o escândalo do Mensalão, no qual os parlamentares da base aliada recebiam uma mesada para votar em projetos de interesse do Governo Lula. Ele teve o mandato de deputado federal cassado no mesmo ano e foi condenado pelo STF em 2014. A senadora Simone Tebet (MDB) concorrerá ao Executivo federal pela primeira vez. Ela começou a carreira política em 2003, quando foi eleita deputada estadual em Mato Grosso do Sul. De 2005 a 2010, foi prefeita de Três Lagoas. Simone tem o apoio do PSDB, Cidadania e Pode. A economista e professora da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) Sofia Manzano é candidata a presidente pelo PCB. Em 2014, ela concorreu a vice na chapa liderada por Mauro Iasi (PCB). A docente também presidiu a União da Juventude Comunista (UJC). Aos 49 anos, a senadora sul-mato-grossense Soraya Thronicke será a primeira integrante do União a disputar a Presidência da República. Fruto da fusão do DEM e do PSL, a sigla foi criada oficialmente em fevereiro deste ano. Ela é a coordenadora política da Frente Parlamentar da Agropecuária no Senado. Vera Lúcia (PSTU) concorrerá ao Executivo federal pela segunda vez – a primeira, foi em 2018. Dois anos mais tarde, ela se candidatou à Prefeitura de São Paulo e tornou-se a primeira mulher negra a disputar o cargo na Capital Paulista. Vera participou da fundação da legenda, em 1994. Aos 64 anos, Ciro Gomes (PDT) estará disputando o Palácio do Planalto pela segunda vez consecutiva pelo partido. Em 1998 e em 2002, ele concorreu ao mesmo cargo pelo PPS (atual Cidadania). O político já governou o Ceará e foi ministro da Fazenda e da Integração Nacional.