[[legacy_image_27190]] Entre uma propaganda eleitoral e outra já se questionou quem realiza tudo isso? Seja no discurso do candidato, nas aparições e conversas com o público, nos vídeos e postagens em redes sociais, ali está a figura oculta do assessor de campanha política. Clique aqui e assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90. Ganhe, na hora, acesso completo ao nosso Portal, dois meses de Globoplay grátis e, também, dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Alguns trabalham já há anos na área e outros descobrem na ‘marra’ o desafio do trabalho nos bastidores políticos. Mas uma coisa entre eles é unânime, é um trabalho cansativo e sobre pressão. Cuidar de tudo que o político fala, conversar com as pessoas da equipe, montar uma estratégia de propaganda, elaborar um pedido de desculpas por alguma fala errada do candidato são alguma das funções desses profissionais. Oportunidade em tempo de desemprego A jornalista especializada em assessoria de imprensa e marketing Elisângela Evangelista, 40 anos, trabalhava antes da pandemia em São Paulo como assessora de imprensa no setor da indústria, cultura e entretenimento. Atualmente é responsável pela comunicação de um dos candidatos de Santos. “A experiência de trabalhar com política é incrível e todos os dias são um aprendizado tanto como cidadã como profissional. Poder usar os meus conhecimentos para contribuir com quem quer trazer um futuro para cidade e trabalhar pelo bem comum é muito gratificante”, explica. Ela conta que trabalha de oito à dez horas por dia e, quando se relaciona campanha política, é uma corrida contra o tempo, então a dedicação tem que ser total e diária. Para ela existem bons políticos e optou por trabalhar com um candidato em que acredita, mas ressalta que há profissionais bons e ruins em qualquer profissão. Sobre o pós-eleições, ela destaca que ainda não tem nada definido. “Minha relação com a candidata é sempre boa, me proporciona ótimas experiências e aprendizados. Existem algumas possibilidades de trabalho, mas nada definido. As expectativas são boas para o futuro”, finaliza Elisângela. Do outro lado do balcão O jornalista Lincoln Spada, 29 anos, conta que trabalhou no Grupo Tribuna e, após sair em 2014, pôde participar de administrações municipais em diferentes secretarias. A boa relação pelos setores em que trabalhou resultou em convites de vários partidos para as eleições municipais. Colaborando com a criação do plano de governo e sistematização geral da campanha de alguns candidatos que assessora. Spada sustenta ter chegado a trabalhar até 9 horas por dia, de segunda a sexta. “Sou solteiro e sem filhos, o que me permite ser um pouco workaholic (expressão da língua inglesa atribuída a quem trabalha demais). Acordo cedo, leio os jornais locais, moldo meu dia à agenda de entrevistas e debates, preparo o material para as entrevistas e mais a noite acompanha as redes sociais de todos os candidatos”. Sobre os riscos da pandemia, a maior parte do tempo trabalha em home office e mesmo quando há a necessidade de ir às ruas, a equipe toda tem o cuidado de respeitar todas as recomendações para evitar a contaminação. “Até hoje tive a sorte de trabalhar com pessoas que acredito, então espero reconhecimento e possibilidade de colaborar com eles caso as campanhas sejam bem-sucedidas. Mas, para quem é assessor, as eleições são dias largos, e como bom jornalista, toda manhã é uma página por vez, então ainda não imagino meu 2021”, continua Lincoln. Veterana na área Pós-graduada em planejamento da comunicação e gestão pública, Verônica Mendrona, 42 anos, é uma veterana da área. Sócia da Data Center Brasil Conjuntura, ela diz trabalhar há 16 anos em campanhas, tendo já realizado as duas campanhas para o ex-prefeitos e candidatos e deputados. “Nosso objeto de trabalho é a informação, então nessa época é bem comum que os candidatos nos procurem para ter diagnóstico setoriais da cidade. Com isso, traçamos o cenário e participampos do processo político com a nossa matéria-prima que é a informação”, explica. Responsável por realizar toda a parte da comunicação em redes sociais e imprensa, a profissional trabalha até 15 horas por dia. “Só termino o expediente quando resolvo desligar o celular”, sustenta. Cuidar da relação do candidato com a imprensa, respostas em redes sociais, participar de debates, cuidar e marcar a agenda, conversar com o setor jurídico, contábil e os cabos eleitorais, são algumas das funções que por muitas vezes acontecem no mesmo dia explica a assessora. “A parte boa é que há um respeito entre todas as equipes, independente do partido. Mesmo assim é um trabalho cansativo e sobre muita pressão, mas precisamos saber lidar de forma tranquila sobre todos os assuntos”, finaliza.