[[legacy_image_73975]] Com 46 anos de carreira no teatro, a atriz, diretora e produtora Fátima Góes, da Cia. Teatral Quem Sabe Faz a Hora, já acompanhou bastante do aspecto Cultura em Guarujá. Artista desde a década de 1970, a fundadora do grupo está sempre entre os eventos do município e observa participação do público a cada espetáculo. Assine A Tribuna agora mesmo por R\$ 1,90 e ganheGloboplaygrátis e dezenas de descontos! “À parte o momento atípico que vivemos, de pandemia, posso dizer que as oportunidades cresceram para os guarujaenses nesse sentido. Um pouco devido aos artistas também, que colocaram seu trabalho à disposição, outra também do Poder Público que vem tendo iniciativas”. A crítica, no entanto, se faz no conhecimento e disseminação dos serviços, que deixam a desejar. “Tanto no [Teatro Municipal] Procópio Ferreira quanto no Anfiteatro Ferreira Sampaio, este em Vicente de Carvalho, estávamos recebendo peças a valores simbólicos, com ingresso a dez reais e um quilo de alimento. Ainda assim, o povo não ia”. Fátima, em parceria com a filha Thalita, também da cia., sempre gostou do espetáculo de rua e aguarda a recuperação de pontos turísticos na cidade para ampliar o incentivo à cultura. “Contamos com a restauração do Farol do Itapema, que guarda muito da História de Guarujá. Nós, artistas, queremos ocupar espaços da cidade, levar cultura. Arte salva vidas, mas não é só de amor que o artista vive. Também é necessário receber pelo seu trabalho, como qualquer profissão”. Inserida no meio há 30 anos, Thalita considera que ainda há muito o que fazer em uma cidade que agora começa a abrir os olhos para tal. “Ganhamos visibilidade, sim, mas não dá para se contentar. Dependemos de editais e projetos como a nova Lei Aldir Blanc. Seria necessário um trabalho para que a arte pudesse ser realmente sustentável, que deixe de ser encarada como caridade”. Cultura ao povo Como opções ao munícipe, o Teatro Municipal Procópio Ferreira oferece cursos de piano, ballet, artesanato e teatro. Em Vicente de Carvalho há a Usina Cultural, onde são oferecidos cursos de percussão, artesanato, teatro, flauta, violão e de coro, em que membros da Orquestra Municipal são os docentes; e no Anfiteatro Ferreira Sampaio há cursos de teatro, violão, flauta, percussão, artesanato e piano. A cidade conta, ainda, com o Museu da Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande. O patrimônio histórico, no Santa Cruz dos Navegantes, passou por revitalização e ganhou iluminação em 2019. Em agosto deste ano, Guarujá assinou o termo de concessão gratuita do local por mais 20 anos. A fortificação integra a lista de 19 monumentos que formam o Conjunto de Fortificações Brasileiras, candidato a Patrimônio Mundial da Unesco.