[[legacy_image_29250]] Luiz Antônio Xavier Cidade: Santos Partido: PSTU Número: 16 Uma alternativa socialista para termos uma Santos para os trabalhadores Clique aqui e assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90. Ganhe, na hora, acesso completo ao nosso Portal, dois meses de Globoplay grátis e, também, dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! A pandemia, desencadeada por um vírus liberado pela exploração desenfreada da natureza, aguçou a piora nas condições de vida, que vinham se aprofundando desde a crise provocada pela ganância capitalista em 2008. Para salvar seus lucros, os grandes empresários e seus governantes lacaios atacaram a aposentadoria, retiraram os direitos trabalhistas, aumentaram o desemprego e fizeram cortes nos serviços públicos como saúde e educação, entre outros pontos. O resultado disso tudo é que, só durante a pandemia, no Brasil, 42 bilionários ficaram mais ricos em R\$ 177 bilhões, enquanto a maioria da população mal tem o que comer. O mesmo se repetiu mundo afora, onde 1% dos mais ricos concentra mais riquezas do que sete bilhões de pessoas. Além de atacarem as condições de vida, aumentam a entrega do Brasil às multinacionais, levando o País a se tornar cada vez mais uma colônia dos países centrais. Para isso é que são feitas as privatizações, como está sendo feito com a Petrobras e querem fazer com o Porto de Santos. O capitalismo está destruindo os seres humanos e também a natureza. Enquanto a Amazônia e o Pantanal pegam fogo, o Governo Bolsonaro faz vistas grossas para favorecer os barões do agronegócio. O primeiro compromisso que temos é a luta frontal contra esse sistema e essa política, para colocar para fora o Governo Bolsonaro, Mourão e seus ministros. Embora esteja atravessada por esse quadro de descalabro nacional, Santos é uma cidade rica e precisamos colocar seus recursos a serviço dos trabalhadores e da população pobre. Os governantes e a Câmara Municipal, comprometidos com o poder econômico, só olham para os setores mais abastados da Cidade. Problemas como os dos moradores das palafitas da Vila Gilda, dos cortiços no Centro da Cidade e da população que vive sob risco nas encostas dos morros só são lembrados na campanha eleitoral, para depois da posse continuar tudo como antes. Esse mesmo quadro se repete na saúde, na educação etc. Os trabalhadores e a população precisam tomar em suas mãos o controle da Cidade. Para isso, propomos a formação de Conselhos Populares que deliberem sobre a alocação dos recursos. Conselhos compostos de representantes eleitos diretamente pelos trabalhadores e pela população nos bairros. Em meus anos como operário em indústrias metalúrgicas e petroquímicas, e nos anos como servidor público em Santos, aprendi que o povo só mudará sua vida tomando seu destino em suas próprias mãos.