EDIÇÃO DIGITAL

Quinta-feira

19 de Setembro de 2019

PretAtitude traça panorama da arte afrobrasileira no Sesc

Depois de passar por Ribeirão Preto e São Paulo, exposição será aberta em Santos nesta quarta (11)

Vinte obras de 18 artistas, consagrados e emergentes, compõem a mostra coletiva PretAtitude – Emergência, Insurgência, Afirmação, que será lançada nesta terça (10) e aberta à visitação do público a partir desta quarta (11), às 9 horas, na Área de Convivência do Sesc Santos (Rua Conselheiro Ribas, 136, Aparecida). Com acesso gratuito, a exposição pode ser conferida até 26 de janeiro de 2020.

Trata-se de um recorte da produção afrobrasileira contemporânea, sob a curadoria de Claudinei Roberto. Em sua terceira montagem, depois de passar por Ribeirão Preto, no Interior, e a Capital, os trabalhos reunidos em Santos trazem três novos artistas, reunindo cerca de 20 obras de 18 artistas. Juntos, eles traçam um panorama da arte afrobrasileira contemporânea.

São obras de caráter muito variado e que permitem especulações sobre identidade, memória, política do corpo negro, gênero e formulações de caráter político, que não abdicam da complexidade que o lugar da fala dos artistas contempla. Isto por meio de produções que têm em comum a grande espessura poética e potência estética, combinados em audaciosos e delicados arranjos conceituais.

“Se a arte afrobrasileira constitui hoje uma realidade incontornável, isto se deve ao trabalho e atitude persistente de toda uma coletividade de artistas, pesquisadores, curadores, instituições, museus, galerias e, claro, colecionadores”, comenta o curador.

A seleção de artistas para esta coletiva sugere um panorama da realização atual da arte afrobrasileira, realçando a qualidade das pesquisas conceituais e formais alcançadas, às vezes em condições de produção adversas. Mas nem por isso menos políticas ou carentes de melhores soluções.

Entre os trabalhos, há fotografias, desenhos, pinturas, gravuras, esculturas, e até mesmo uma novela gráfica e uma performance. Algumas dessas obras discutem especificamente a herança e identidade afrodescendente. É o caso das fotografias de Wagner Celestino, que aproximam-se do fotojornalismo para registrar o cotidiano de pessoas negras.

Já outros artistas, como André Ricardo, escolhem uma gramática mais abstrata para expressar sua visão de mundo.