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Segunda-feira

20 de Maio de 2019

De volta ao Brasil, banda norte-americana Soja agita o Canindé

Vocalista concedeu entrevista exclusiva ao A Tribuna e criticou atuais políticos

Neste sábado (11), o Estádio do Canindé, na Capital, será palco do festival Encontro das Tribos - Mundo Mágico, que reunirá a banda norte-americana Soja a expoentes da música brasileira como Pitty, Planet Hemp, Maneva, Rael, Vitor Kley, Rincon Sapiência, entre outros.

Uma das headliners do festival, a banda Soldiers of Jah Army, ou simplesmente Soja, se sente em casa no Brasil. E não é modo de falar. Aqui, eles possuem o maior público fora dos Estados Unidos. São mais de 3 milhões de fãs brasileiros nas redes sociais.

“Gostamos muito do Brasil. Vocês nos lembram de nós mesmos. São de um país enorme, com um pensamento progressista, mas que tem governantes de merda. Mas as pessoas são incríveis, cheias de energia e amam reggae”, comenta o vocalista e guitarrista, Jacob Hemphill, que conversou com A Tribuna.

E essa ligação com o Brasil se estendeu para a música, claro. Recentemente, Jacob gravou o single 'Morning' com Alexandre Carlo (vocalista da Natiruts), lançado em abril passado.

“Foi ótimo gravar 'Morning' com o Natiruts. Eles são incríveis. São ótimos compositores e fazem um grande som. Estão fazendo muito pelo reggae há anos e fazem muito pelo Brasil também. Gostamos muito deles, então foi ótimo ter essa oportunidade”.

De acordo com Jacob, por enquanto se trata de um single isolado. Não está definido se essa faixa entrará em um disco cheio.

“Estamos pensando em começar a produção de um álbum, mas viajamos tanto que não temos tanta pressa para isso. Talvez fique para algum álbum, mas estamos vendo ainda”.

No Encontro das Tribos, no sábado, tocará às 23h50, antes do Planet Hemp e Rael com Rincon Sapiência, que encerram a programação do festival.

Mesmo que evite o assunto política nas canções, o vocalista e compositor não deixa de cutucar os presidentes Donald Trump e Jair Bolsonaro. Mas garante que essas mudanças têm algo de positivo.

“Aqui nos Estados Unidos, quando o Donald Trump foi eleito, muitas pessoas disseram minha vida está acabada. Ou o país não tem mais jeito. Porém, a eleição de Trump, de alguma forma, criou uma reação. No ano passado, mais mulheres foram eleitas, nativos foram eleitos, homossexuais foram eleitos... e isso tudo aconteceu por causa do Trump. Foi uma resposta do povo. Aí no Brasil é a mesma coisa.Vocês têm um presidente filho da p#$@, mas talvez as coisas melhorem a partir das próximas eleições”, aposta o músico.