Reggae da 'Afrodizia' em busca da cultura da paz

Banda universaliza ritmo em novo álbum

Mesclar o ritmo jamaicano com o brasileiro e ainda juntar músicos de todos os continentes. Esta é a missão do álbum Reggaelização, da banda Afrodizia, que está lançando o single Estação Brasil. A música já está nas plataformas de streaming e o videoclipe chega ao público na sexta-feira (31). 

“A gente vem preparando este álbum há cinco anos. Ele ganhou força e a participação de muita gente importante. Chegamos a lançar dois singles, antes, mas demos um tempo e estamos dando start de novo no trabalho”, conta o baterista da banda radicada em Itanhaém, Tony Sheen.

O novo trabalho, que é o terceiro álbum nacional da banda, terá 16 faixas com foco na cultura de paz e a busca pelo reggae brasileiro. “A gente é fruto do enraizamento que mistura esse ritmo que veio a Jamaica e misturou com a nossa brasilidade, fazendo uma música única. É isso que buscamos trazer para o público”.

A ideia é trazer um single novo a cada mês e também apresentar para o público um documentário do processo de gravação da canção e um videoclipe. Os dois singles lançados anteriormente, Pé na Estrada Fé na Vida, com participação da banda inglesa Pato Banton, e Onda Certa, com o francês Isiah Shaka, também serão relançados.

Em Estação Brasil, a convidada é a jamaicana Rica Newell, que integrou a banda Ziggy Marley and Melody Makers. A cantora também foi backing vocal no The Wailers e acompanhou o outro filho de Bob Marley, Stephen Marley, em turnês e gravações.

Ela veio para o Brasil, com apoio da Embaixada da Jamaica, para participar do festival Regado a Reggae, em Itanhaém, em 2017. O videoclipe do single lançado nesta semana foi gravado no Trem dos Imigrantes, em São Paulo.

A faixa tem produção do austríaco Michi Ruzitschka e co-produção de Junior Marvin, guitarrista da banda The Wailers, que construiu a história do reggae ao lado de Bob Marley.

Mais participações

Ao todo, serão 18 convidados de 11 países, representando todos os continentes do mundo. Além de Rica, Banton e Shaka, participam de Reggaelização Carlinhos Brown, Chico Cesar e Cidade Verde Sounds, Quique Neira (Chile), Queen Omega (Trinidade e Tobago), Luciano, Dean Fraser e Junior Marvin (todos da Jamaica), Peetah Morgan e Big Mountain (EUA), Lord Alajiman e Ombre Zion (Senegal), Young Mbazo (África do Sul), I-Dren Artstrong (Filipinas) e House of Shem (Nova Zelândia).
Surgida em Maringá, no Paraná, há 21 anos, a Afrodizia está radicada em Itanhaém e tem em sua formação na formação Sheen (bateria), Gibi Rasta (voz), Diogo Morgado (guitarra), Edward Sub (baixo) e Priscilla Cantarelli (teclados).

“Me perguntaram se este era o momento certo para pensar no lançamento de um álbum. É justamente o momento que mais precisamos falar de cultura de paz. Precisamos disso. E um trabalho com tantos músicos de referência só fortalece mais os profissionais que seguem com a gente”, avalia Sheen.

Ele destaca ainda que o período de distanciamento serviu para reorganizar E planejar os trabalhos que seguem sendo lançados até o próximo ano. De todas as faixas, nove já têm clipes prontos e outros dois estão em edição.

Trabalhos inéditos 

Além do planejamento do novo álbum, dois novos clipes surgiram no último final de semana, quando a banda se apresentou no Juntos pela Vila Gilda, festival realizado pelo Blog’n’Roll, do site A Tribuna, em parceria com o Instituto Arte no Dique, que reuniu mais de 200 artistas para apoiar famílias da maior favela de palafitas do Brasil.

As músicas que virarão clipe em breve são a inédita Todos Juntos e a releitura de Regueiro de Jah, com a participação de Quino McWhinney, da banda Big Mountain, canção que faz parte do CD Mutação

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