EDIÇÃO DIGITAL

Quarta-feira

15 de Julho de 2020

'Nenhuma guerra foi tão global quanto a pandemia', diz atriz Vivianne Pasmanter

Vivianne transita entre extremos nas novelas Novo Mundo e Totalmente Demais

Vivianne Pasmanter transita entre extremos nas tramas de Novo Mundo e Totalmente Demais, novelas das 18h e 19h da Globo. As histórias da indelicada Germana e da elegante Lili estão sendo vistas novamente pelo público em edições especiais, por conta da pandemia do novo coronavírus que paralisou as gravações na emissora.

Para a atriz, esse período de isolamento social faz ressaltar características negativas da esposa de Licurgo (Guilherme Piva), como o egoísmo.

“Germana tinha essa coisa de querer se dar bem em todas as situações. Havia o individualismo, egoísmo e acho que isso é muito atual, porque a gente está passando por um momento forte na humanidade. Nenhuma guerra mundial foi tão global quanto essa pandemia. Sinto que tudo influencia. Se você sai na rua, pode infectar várias pessoas. Dependemos de todo mundo”, comenta Vivianne.

Antes da paralisação das gravações, a atriz estava se preparando para trabalhar na novela Nos Tempos do Imperador, dando continuação à sua Germana. E, enquanto isso não pode acontece, ela se diz satisfeita por poder curtir a repercussão das antigas personagens. Como esses folhetins foram os últimos que ela havia feito, Vivianne conta que as memórias ainda estão frescas na sua cabeça e tem conseguido se emocionar com as cenas, principalmente as de Lili, de Totalmente Demais, que enfrenta o luto pela ‘morte’ da filha Sofia (Priscila Steinman).

“Foi difícil entrar nesse sentimento, porque perder um filho é a pior coisa que pode acontecer a alguém. Entrar nessa dor mexeu também um pouco na minha relação com meus filhos. Além disso, a Lili tinha uma questão de superproteção. Sempre que você vive um personagem, não passa impune a ele”, afirma.

Em Totalmente Demais, depois de sofrer com a morte da filha, Lili descobre que Sofia não faleceu como pensava. Essa reviravolta pegou Vivianne de surpresa. Afinal, a garota não só reaparece, como também se mostra uma vilã sem sentimentos e viciada em adrenalina. Só que, após esse desdobramento, a mãe perde a herdeira definitivamente.

“Não sabia que a Sofia ia voltar, então vivia esse luto. Eu cheguei a ler blogs e fui numa reunião bastante importante de mães que perderam seus filhos. Foi bem forte. Também foi difícil para Lili se deparar com outra filha, diferente da que ela projetou. Acho que foi uma das coisas mais marcantes”, revela

Maternidade e quarentena

Vivianne não encara a convivência diária com os filhos dentro de casa durante o isolamento social como um desafio, uma vez que eles – Eduardo, de 17 anos; e Lara, de 15 – já são adolescentes. Segundo a atriz, eles têm certa independência e estão adaptados à rotina de aulas on-line.

De acordo com ela, a parte mais complicada é segurá-los em casa, pois nessa idade os jovens gostam de estar com os amigos.

“A minha geração teve uma vida completamente diferente da atual. O mundo era outro, não tinha internet, nem televisão colorida. Sinto que hoje se dá muito mais voz ao jovem. Acho também que é difícil viver nesse novo mundo do celular, em que a vida é muito mais no agora. A mãe de 2020 tem que estar antenada com isso”. 

Tudo sobre: