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Sábado

19 de Outubro de 2019

Livro convida a uma viagem ao passado

Historiadores revelam aspectos de Santos entre os séculos 19 e 20

Uma viagem a uma Santos em ascensão econômica, na passagem do século 19 para o século 20, na época de profundas mudanças que resultaram na sociedade que temos hoje. Este é o convite do livro Santos na modernidade capitalista (1870-1930): novas abordagens e releituras de velhas fontes (Editora E-Manuscrito), que acaba de ser lançado por um grupo de historiadores e pesquisadores da região.

“Ele tem esse título justamente por conta desse período do auge do café e do desenvolvimento do Porto de Santos, que é considerado a nossa 'Belle Epoque', assim como aconteceu em outras partes do mundo, com um desenvolvimento urbano muito forte”, explica o professor de História Luiz Henrique Portela Faria, um dos organizadores do livro.

Ele conta que a ideia surgiu há mais de dez anos, quando uma turma do curso de História da Universidade Católica de Santos (UniSantos) foi “forjada praticamente em história regional”. Os trabalhos de conclusão da graduação dos alunos serviram de embasamento para os capítulos da publicação.

Entre os destaques do período retratado no livro estão a implantação do Porto de Santos, o projeto sanitário de Saturnino de Brito, dos canais, e a chegada dos imigrantes que marcaram a formação da sociedade atual da Cidade.

Além de Faria, o livro é organizado pela professora Maria Apparecida Franco Pereira. A obra reúne nove pesquisas que retratam alguns aspectos da Cidade no período abordado. Participam do projeto Anderson Manoel Caleffi, Maria Izilda Santos de Matos, Bruno Bortoloto do Carmo, Marina Tucunduva Bittencourt Porto Vieira, Wellington Teixeira Lisboa, Karime Antigo, Diana Vidal, André Luiz Rodrigues Carreira, Gisele Homem de Mello e Thalita Di Bella Costa Monteiro.

Boa parte das fotos encontradas no livro faz parte do acervo da Fundação Arquivo e Memória de Santos (FAMS).

A historiadora Karime Antigo também aborda a chegada dos imigrantes da região da Galícia, na Espanha, em Santos. “Embora muitos dos imigrantes que passavam pelo Porto seguissem para outras regiões, o fato de Santos estar neste processo de desenvolvimento fazia com que muitos ficassem aqui, por oportunidades de trabalho”.

A professora Marina Tucunduva Bittencourt Porto Vieira, que pesquisou a história da Casa da Criança, revela que essa movimentação teve outro reflexo na Cidade. “A casa é de 1889 e o nome no início era Asilo de Órfãos. Eu fiquei boba de ver a quantidade de crianças estrangeiras, que eram maioria ali, vindas da Prússia, da Itália, da Espanha, de Portugal, da Alemanha. Isto porque as famílias vinham e, muitas vezes, os pais morriam e as crianças ficavam sozinhas aqui”, frisa ela.

A versão digital do livro pode ser comprada no site da editora E-Manuscrito, em plataformas de ebooks, como Amazon e Kobo. Quem preferir a versão impressa,pode entrar em contato com Faria, pelo whatsapp (13) 99775-0512 ou pelo e-mail luizhpfaria@gmail.com.

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