José Gil e Mariá declaram seu amor à música no Som das Palafitas

Duo é a segunda atração nacional do evento

Um dos maiores nomes da música brasileira de todos os tempos, Gilberto Gil influencia grandes artistas há décadas. Em casa, não é diferente. Filhos e netos também investem na música, com resultados cada vez melhores.

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José Gil, o caçula de 28 anos, além de integrar o Gilsons, com João Gil (filho de Nara Gil) e Francisco Gil (filho de Preta Gil), também tem outro projeto interessante, com a esposa Mariá Pinkusfeld. 

O duo é a segunda atração nacional do Som das Palafitas, que acontece amanhã, às 20 horas, no Facebook do Arte no Dique (www.facebook.com/artenodique), em homenagem ao músico Moraes Moreira, falecido em abril deste ano. 

“A parceria foi conse-quência do nosso namoro. Costumávamos tocar e escutar música juntos, e vimos que tínhamos em comum um amor pela música nordestina, pela nossa ascendência e influências”, comenta José.

Para o caçula da família Gil, o projeto é genuinamente caseiro e seguirá como paralelo aos trabalhos pessoais que os dois têm.

“É um trabalho muito leve. Essa é a maior vantagem. Gostamos muito de tocar um com o outro, admiramos um ao outro. Temos apenas uma composição juntos, mas é uma música especial que sairá no ano que vem. A gente se acostumou à dinâmica de tirar músicas e interpretar coisas que gostamos”.

Com um repertório que transita pela música nordestina do sertão e litoral, dando continuidade ao legado de seus pais, Gilberto Gil e Xangai (o violeiro e cantor baiano é pai de Mariá), o casal apresentará composições de Dominguinhos, Luiz Gonzaga, Chico César, Paulo César Pinheiro, Djavan, João Silva, entre outros no festival.

É uma oportunidade única de acompanhar José Gil e Mariá juntos. Em breve, o casal dará uma pausa no projeto, mas por um bom motivo: serão papais de gêmeos. “Iremos lançar ainda este ano nosso primeiro EP, que já está gravado. O nascimento das meninas será um momento de menos trabalho, com certeza”, avisa ele.

Interesse pela música

O interesse pela música foi natural. José Gil afirma que sempre que possível acompanhava as turnês do pai, além de manter uma relação muito boa, pautada pela música e o futebol.

“Cresci nesse universo musical. Gostava de estar no palco desde cedo. Mas profissionalmente comecei tarde. Me formei em Administração e, após a faculdade, tive meu primeiro projeto, onde era baterista na banda Sinara. Desde então a música é a tônica da minha vida”. 

O músico acrescenta que carrega muito das “aulas” do pai. “O maior ensinamento que levo dele é a curiosidade por assuntos tão diversos, a visão de mundo, o estilo de vida. É o que o levou a transitar por tantos gêneros musicais diferentes, tipos de composição tão diversas na carreira”.

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