Filmes mostram altos e baixos do astro Michael Jackson

Thriller tornou-se o maior álbum de todos os tempos: a produção sacudiu a indústria fonográfica durante dois anos, entre 1982 e 1984, como jamais havia acontecido

Michael Jackson faleceu em 25 de junho de 2009. Rei do Pop, transformou a música popular como poucos. Sua parceria com o produtor Quincy Jones colocou o rock no R&B. Thriller tornou-se o maior álbum de todos os tempos: a produção sacudiu a indústria fonográfica durante dois anos, entre 1982 e 1984, como jamais havia acontecido. 

Alcançou recordes impressionantes, que duram até hoje: o álbum mais vendido da história (104 milhões de cópias), o que ficou mais tempo em primeiro lugar (132 semanas), o que teve mais singles de sucesso (sete faixas no top 10), o mais premiado (97 prêmios, incluindo oito Grammys). Foi também o disco internacional mais vendido no Brasil e o clipe mais bem-sucedido, com 14 milhões de cópias do vídeo da faixa-título vendidas em VHS.

Artista completo, compositor, cantor, dançarino, produtor, ator, Michael arrebatou corações e mentes de crianças a adultos. Na infância, teve que lidar com a violência do pai e as responsabilidades da vida artística logo cedo. 

Após conquistar o mundo com Thriller, ficou multimilionário, sua pele clareou e ele se viu envolvido em muitas polêmicas, inclusive quando se mudou para o rancho Neverland, transformado por ele em um imenso parque de diversões. O astro passou a levar crianças para passar dias e noites no local, entre elas, a estrela mirim Macaulay Culkin. 

Em 1993, Michael foi acusado de assédio sexual por Jordan Chandler, um desses amigos especiais, tal qual o mega star os chamava, de 13 anos. O processo se estendeu por anos e culminou num acordo de cerca de US$ 15 milhões. Jamais foi apresentada alguma evidência da culpa de Jackson. Jordan nunca quis depor no processo criminal. 

Toda essa história é contada em duas obras. Há o livro Os Últimos Anos de Michael Jackson Revelados, publicado no Brasil pela Editora Porto das Ideias, escrito pelo jornalista, músico e cineasta canadense Ian Halperin (de biografias sobre Kurt Cobain e Celine Dion). Lançado logo após a morte do cantor, vai fundo entrevistando testemunhas-chave do caso e pessoas envolvidas com acusadores e acusados. O livro foi adaptado para a TV no documentário Gone to Soon

No Amazom Prime Video está disponível outro documentário, Square One: Michael Jackson, do chinês Danny Wu e que praticamente segue a mesma linha de pensamento dos trabalhos feitos por Halperin. Em todos, a senso geral é de que Jackson jamais foi pedófilo e os acusadores são retratados como aproveitadores em busca de acordos milionários.

A conclusão da trama está a um clique de distância, mas o que vale é conferir as entrevistas, os documentos, perceber o poder devastador do escrutínio perpetrado pela imprensa sensacionalista. Halperin não isenta Michael de atos inconsequentes, até ingênuos, que à luz da sociedade soam, no mínimo, bizarros. Danny Wu faz defesa mais apaixonada, de fã, porém, não deixa de ser interessante sua pesquisa. 

Em 2019, o filme Deixando Neverland (Leaving Neverland) chegou feito furacão no Festival de Sundance – e depois na HBO – ao retratar dois adultos que dizem ser vítimas de Jackson. Não tardou para que várias produções, de cinema e do jornalismo, ganhassem vida para revelar o outro lado: as incongruências da dupla. Uma delas, As Mentiras de Leaving Neverland, pode ser conferida no Youtube e legendada. 

Já se passaram mais de dez anos desde a partida de Michael Jackson. E tão cedo não pararemos de nos deparar com obras sobre sua vida, carreira e controvérsias.

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