Em casa e reflexiva, Tiê lança Kudra

Álbum com seis faixas inéditas conta com participações especiais

A quarentena levou muita gente a fazer reflexões sobre a vida e os próximos caminhos a seguir. Com a cantora paulistana Tiê não foi diferente. O período abriu novas perspectivas sobre o tempo e a vida. E foi a partir dessa experiência que gravou Kudra, um álbum de seis faixas inéditas, lançado no início do mês.

O próprio processo de criação do álbum foi completamente inédito na carreira de Tiê. 

“Foi uma coisa bem de família, de ficar num estúdio na casa do meu namorado, só com pessoas que estavam quarentenando com a gente. Então, o meu técnico de som, que é o melhor amigo do meu vizinho, o Flávio (Juliano), que também tocou, fez parceria em algumas músicas, além das meninas participando da semana de gravação”.

Hoje, às 17h, Tiê fará uma live no seu canal no YouTube para divulgar Kudra. O evento contará com uma apresentação audiovisual sensorial, com direção de Anna Penteado e fotografia de Fernando Moraes, que abraça as músicas do disco e, após a exibição, a cantora e compositora entra ao vivo para um bate-papo com os fãs e espectadores.

O álbum

Tiê conta que Kudra tem diversos significados importantes, por isso que decidiu batizar o álbum dessa forma. 

“Veio de uma das músicas. É um nome que quer dizer amor, tem uma origem árabe, e é também uma cidade na Índia, nome de família, enfim, uma soma de mistérios desse nome. Então achei que valia para um disco, que é diferente, mais curto, tem essa coisa de ser familiar, achei que seria místico”.

A música à qual se refere, Kudra, fecha o álbum e conta com a participação especial de Amora, sua caçula. “Foi maravilhoso gravar com ela. Como minhas filhas passaram todo esse tempo comigo, acompanharam o processo, trouxe ainda mais significado para o disco”, reflete a cantora.

O álbum traz nomes interessantes na produção e participações especiais, como André Whoong, Gianni Salles, Adriano Cintra, Filipe Catto e a santista Dani Vellocet, que colaborou na letra da canção Estranhos, com uma reflexão sobre o reencontro e readaptação, das possibilidades de estranhamentos.

“É uma amiga minha, ela não participa do disco cantando, mas uma das músicas a gente fez juntas. Ela é uma letrista muito boa, uma cantora incrível, tem um trabalho autoral muito bom também. Então, achei maravilhoso que tenha entrado essa canção”.

Para quem sentiu falta de mais faixas inéditas, Tiê adianta que já tem outras canções preparadas para lançar em breve.

“A gente fica muito preso também a receitas e padrões que podem fazer sucesso ou não, mas acho que não funciona pra todo mundo. O que funciona para os grandes artistas não funciona para os médios, não funciona para os pequenos. Então, não tem porque muita gente seguir alguns formatos assim. Senti que essas músicas fazem sentido, esse agrupamento. E também já tem outras músicas pra lançar logo mais”. 

Tiê afirma que o álbum tem a intenção de “ser um abraço, um carinho”. “Minha função como artista é de acalentar, emocionar. Não é nem de entreter e divertir as pessoas, ou mesmo falar de política. Mesmo que eu fale de política, faço isso nos meus posts. Mas a minha música tem essa intenção, esse talento, esse dom, ela serve mesmo para acalentar e abraçar as pessoas”.

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