De forma lúdica, Conto de Quem Sonha mostra a infância de crianças e leva famílias à reflexão

A estreia acontecerá neste sábado (27) e as apresentações seguem até o fim de março

Toda criança quer brincar, mas a infância é igual para todas elas? Esta é a premissa do espetáculo on-line Conto de Quem Sonha, que busca dar luz às infâncias invisibilizadas de forma lúdica e com muita música, levando entretenimento com reflexão para crianças e famílias. A estreia será neste sábado (27) e as apresentações seguem até o fim de março.

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Na peça, idealizada por Alain Catein e Clara Equi, ambos do interior do Rio de Janeiro, serão exploradas três histórias de diferentes realidades. Uma delas mostrará uma criança que mora próxima a um lixão e utiliza o lugar para brincar. Outra será sobre uma criança que é obrigada a trabalhar, apesar de estar na infância. O último conto mostra a rotina de uma criança com deficiência visual, que mora na periferia.

De acordo com os idealizadores, sucessos como Castelo Rá-Tim-Bum e a animação Irmão do Jorel são inspirações para o projeto, que utiliza animação 2D, stop motion e manipulação de bonecos para complementar o teatro virtual.

Como assistir

A partir deste sábado (27), o espetáculo será transmitido aos finais de semana até o final de março. As sessões são gratuitas, mas é preciso obter o ingresso por meio do site
Para levar a mensagem do Conto de Quem Sonha a todos, também serão disponibilizadas versões do espetáculo com uma linguagem acessível, com recursos de libras e áudio-descrição. Além disso, o projeto está promovendo uma série de oficinas para a criançada. Mais informações no Instagram

'Geografia da infância'

O espetáculo surgiu dos olhares críticos e artísticos de Alain Catein e Clara Equi, que se depararam com uma “geografia da infância” enquanto viajavam pelo Brasil em um festival de teatro infantil. 
“Queríamos fazer um projeto que conversasse com as infâncias do País inteiro e, também, com as nossas próprias infâncias”, conta Catein, sobre o trabalho que começou a ser elaborado em 2018. Por conta da pandemia, o espetáculo foi adaptado ao ambiente virtual.

“Ao assistir à peça, adultos e crianças vão entender que além das brincadeiras, há questões sérias. E também que, além das questão sérias, há brincadeiras”, ressalta Catein, que crê ser preciso ter leveza ao dialogar com o público infantil.

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