Crítica: 'Vingadores: Ultimato' não decepciona [SEM SPOILER]

Aguardado pelos fãs dos super-heróis da Marvel, longa chega aos cinemas nesta quinta (25) e não decepciona

Nestes últimos meses, o resultado dos filmes de ação dos super-heróis chegou a provocar muita expectativa e ansiedade, dentre os fãs e admiradores do gênero (ou seria medo de darem certo?). Mas também um certo medo de que fosse o fim de um estilo e gênero, muito admirado por fãs praticamente do mundo todo. Fãs que se preparavam para batalhar o Thanos, de Josh Brolin!

No meu caso em especial, fiquei decepcionado com outras aventuras recentes, bem mais frágeis (inclusive tecnicamente, além de elenco e personagens de segundo time!). Por isso é muito curioso, e interessante, até quando os fãs chegaram ao equivalente da Mitologia grega, chegando ao ponto de realizarem um filme suntuoso de três horas, que consegue reunir um grupo enorme de personagens recentes da Marvel, no que veio a ser a luta pela sobrevivência de todo um universo! Ainda mais sombrio em relação a casos anteriores, sem medo de se tornar o complexo mais profundo (indo em busca de roteiros de Christopher Markus e Stepheen McFeely, de situações mais complexas e interessantes, por vezes sombrias, mas também aproveitando momentos cômicos de figuras como Robert Downey Jr (não esqueçam 'Infinity War' e a renda de US$ 2.048 bilhões de renda pelo mundo afora). Ou então Thanos dizimando a população enquanto figuras como a recente Brie Larson, a capitã Marvel, tem outras ambições.

O fato é que há muita ação e momentos de confronto, desta vez com maior ousadia e profundidade do que as anteriores, de heróis que nós nos acostumamos a gostar. Só que os próprios fãs são os primeiros que perceberam que eles se tornaram mais humanos e dimensionais, como Thor e Capitão America. E os espectadores já se manifestaram sobre o Bruce Banner, de Mark Ruffalo, talvez porque o ator possui enorme e natural empatia. Ou, melhor dizendo, humor acentuado não só pelos roteiristas, mas também os diretores Anthony e Joe Russo. Que souberam melhor do que de costume, controlar a narrativa e a ação.

Não tenham dúvida de que este é o tipo de aventura que assistir uma única vez não é suficiente. Já se pode chamar até de clássico, ao mesmo tempo em que se reconhece o talento da dupla de diretores, que sabe conduzir e conquistar o prazer do espectador. Mesmo assim, tem gente prevenindo que este filme não tem a mortalidade de um 'Game of Thrones', de forma que foi possível explorar melhor a figura dos heróis. Sim, há batalhas violentas mas não excessiva. Algumas mortes, mas também se conserva Downey/Ruffalo, Hemsworth, Brolin e Paul Rudd como o Ant Man. E, como advertiram os jornalistas americanos, tem um lado de fim de certas histórias e personagens, mas também a criação de novas figuras que irão desenvolver e se multiplicar.

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