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Quarta-feira

11 de Dezembro de 2019

Crítica: 'Turma da Mônica: Laços' chegou agradando os fãs

Primeiro live-action dos personagens de Maurício de Sousa já estreou nos cinemas

Patrimônio da cultura brasileira, a Turma da Mônica, enfim, chegou aos cinemas. Com a bênção do seu criador, Maurício de Sousa, o público pode esperar uma produção bem fiel aos quadrinhos. 'Laços', o primeiro live-action da franquia, é inspirado no volume 1 da graphic novel dos irmãos Vitor e Lu Cafaggi. Vale lembrar que existem outros dois livros dessa série, 'Lições' e 'Lembranças'.

Conforme divulgado em A Tribuna, Maurício de Sousa e Daniel Rezende (diretor) já pensam nessas continuações para o cinema.

Em 'Laços', o público é apresentado logo no início a um dos planos infalíveis de Cebolinha (Kevin Vechiatto). O objetivo dele todos já conhecem: roubar o Sansão da Mônica (Giulia Benite). Para colocar sua missão em prática, ele tenta convencer o amigo Cascão (Gabriel Moreira) a embarcar na ideia. Magali (Laura Rauseo) apenas acompanha tudo de perto, mas sem perder os seus hábitos alimentares.

Inclusive, é preciso destacar o cuidado que a equipe técnica teve em manter as características pessoais de cada um dos personagens. Cebolinha trocando a letra “R” pela “L”, Cascão com medo da água, Mônica distribuindo porrada em todo mundo e Magali comendo sem parar.

Depois de algumas tentativas falhas de Cebolinha, a turminha se une por um bom motivo: resgatar Floquinho, cachorro do personagem central, que foi sequestrado por um ladrão de cães.

A partir desse ponto, muitas provas de amor e amizade entre eles são colocadas em prática. Em um desses momentos, é quase impossível não se emocionar (não darei spoiler, mas você certamente saberá quando assistir ao filme). A forma como Daniel Rezende e os realizadores conseguiram humanizar os personagens é um dos pontos altos do longa.

Na coletiva de imprensa, realizada em São Paulo, no último dia 17, um jornalista fã declarado dos quadrinhos resumiu bem a emoção de quem acompanha as HQs. “Foi o último sonho que faltava ser realizado no que diz respeito à Turma da Mônica”.

Os quatro atores do elenco central dão conta do recado. “Definimos desde o início que as crianças não iriam ler o roteiro, só os adultos. Subimos as cenas na base da interpretação e íamos moldando com o roteiro. Todas as falas estão lá, mas com improvisações. E foi impressionante como eles foram incorporando tudo ao longo do processo”, declarou o orgulhoso diretor, Daniel Rezende, na coletiva de imprensa.

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