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Sexta-feira

22 de Novembro de 2019

Crítica: 'Doutor Sono', a controvérsia segue

Aclamado por Stephen King, filme é arrastado e com atuações fracas

Mexer com uma obra de Stephen King é sempre um grande risco. Nos anos 1980 e 1990, muitos filmes adaptados de seus livros foram verdadeiros fiascos nas telonas. Muitos, inclusive, foram direto para o VHS.

Um deles, entretanto, foi motivo de controvérsias. Dirigido pelo lendário Stanley Kubrick, 'O Iluminado' (1980) foi aclamado pelo público e crítica. Porém, detonado pelo Mestre do Suspense, que chegou a declarar que o longa “não tem senso de investimento emocional algum na família”.

'Doutor Sono', que recebeu sua aprovação com louvor, deve gerar mais controvérsias. O criador pode ter gostado, mas o filme é arrastado. São 2h30 para contar uma história que poderia muito bem ter sido condensada em pouco mais de 1h30.

O grande mérito do diretor e roteirista Mike Flanagan é ser um contador de histórias. Ele sabe desenvolver os personagens como ninguém nas telonas. O elenco, todavia, não consegue segurar a bronca. Nem mesmo Ewan McGregor, que já fez muitos bons filmes, convence. A novata Kyliegh Curran é uma das poucas exceções.

A atriz, de 13 anos, mostra ter muito futuro. Seja em momentos mais cômicos ou quando exige mais concentração, ela convence mais que boa parte do elenco.

O enredo

'Doutor Sono' continua a história de Dan Torrance, 40 anos após sua assustadora estadia no Hotel Overlook, em 'O Iluminado'.

Inspirado na obra de mesmo nome, 'Doutor Sono' mostra Dan Torrance (Ewan McGregor) ainda extremamente marcado pelo trauma que sofreu quando criança no Hotel Overlook.

Agora, vivendo em paz, Dan vê sua tranquilidade ruir quando ele encontra Abra (Kyliegh Curran), uma adolescente com um dom extrassensorial, conhecido como Brilho.

Ao reconhecer que Dan compartilha seu poder, Abra o procura, desesperada para que ele a ajude contra a cruel Rose Cartola (Rebecca Ferguson) e seus seguidores do grupo Verdadeiro Nó, que se alimentam do Brilho de inocentes visando a imortalidade.

Ao formarem uma improvável aliança, Dan e Abra se envolvem em uma brutal batalha de vida ou morte com Rose. A inocência de Abra e a maneira destemida que ela abraça seu Brilho fazem com que Dan use seus próprios poderes como nunca, enquanto enfrenta seus medos e desperta os fantasmas do passado.

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