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Domingo

9 de Agosto de 2020

Cinemas da Baixada Santista vivem a expectativa de liberação na próxima semana

Região precisa se manter na fase amarela para as salas reabrirem

A saudade de pegar um cineminha pode estar com os dias contados. É que se a Baixada Santista se mantiver na fase amarela do Plano São Paulo, do Governo do Estado, a reabertura das salas de cinema estará liberada a partir da próxima semana. A nova reclassificação estadual que vai ser decisiva para a área cultural deve sair na próxima sexta-feira (7).

Os cinemas da região ainda não apostam em uma data para o início do funcionamento das salas, mas muitos já se preparam para cumprir algumas das regras impostas no protocolo do Governo do Estado, como a de funcionar em horário restrito, durante seis horas por dia, com ocupação de 40% e medidas de higienização mais rigorosas. As vendas de ingressos devem ser realizadas on-line e não pode haver consumo de alimentos e bebidas nas salas.

Para o diretor Comercial e de Marketing da rede de cinemas que tem salas em Praia Grande, Sherlon Adley, a reabertura depende ainda de alguns fatores que estão sendo aguardados pelo setor. Um deles é o movimento das distribuidoras internacionais. “Estamos em contato constante com as empresas, para que possamos ter uma previsão de quando os títulos voltarão a ser lançados no Brasil e no mundo. O longa Tenet, por exemplo, que está na lista dos mais aguardados de 2020, já ganhou uma nova previsão de lançamento e deve chegar ao público já em setembro”, aposta.

Juntos pelo Cinema

É também com base nesse lançamento que deve ocorrer, ainda no final deste mês, o Festival de Volta para o Cinema, idealizado pelo crítico Érico Borgo em parceria com distribuidores e exibidores, dentro do projeto Juntos pelo Cinema. São clássicos, sucessos de bilheteria e crítica que integrarão com as estreias a programação de filmes nas duas primeiras semanas após a abertura.

Os preços dos ingressos serão reduzidos e com um único valor para todo o País. Da região, fazem parte dessa ação o Cine Roxy, Cinesystem, Cineflix Miramar, Cine 3 Ferryboat e o Cinemark.

Mais opções

O Cine Arte Posto 4, em Santos, ainda não tem uma data definida para retomar as atividades. Por nota, a Secretaria de Cultura de Santos (Secult), responsável pelo equipamento público, informa que está “acompanhando o cenário mundial e nacional no que diz respeito à retomada das atividades do setor audiovisual. Com base neste acompanhamento, estão sendo realizados estudos para definição dos protocolos de saúde e segurança que possam atender tanto os funcionários quanto os frequentadores do Cine Arte Posto 4”.

Procurada para saber mais detalhes sobre a reabertura, a rede Cinemark, que tem salas no Praiamar Shopping, diz que não se manifesta sobre o assunto. Mesma posição é a da rede Cinépolis, que deve abrir um cinema no local onde ficava o Mendes Convention Center. Pelo acordo firmado entre as empresas que vão ocupar o espaço, a instalação de novas lojas só devem acontecer depois da entrega do novo Centro de Atividades Turísticas (CAT), da Ponta da Praia, à Prefeitura de Santos.

Além de participar do festival nacional, o Cine 3 Ferryboat, em Guarujá, prepara para seu retorno uma ação que vai apoiar os pequenos empreendedores da cidade, que poderão anunciar seus serviços gratuitamente nas telas.

“Já temos as salas todas higienizadas, mas também teremos uma campanha para ajudar os comerciantes que, mesmo antes da pandemia, já tinham sido afetados pela enchente (do início do ano)”, conta Marcia Caetano, responsável pelas salas.

<MC0><EM>Outro <CW-20>ponto que vai impactar os cinemas é a comercialização de comidas e bebida. O Sindicato das Empresas Exibidoras Cinematográfica do Estado de São Paulo questiona esse protocolo estadual, além da venda de ingressos pela internet. </CW>“Essas são exigências do Governo do Estado, ao qual já enviamos recurso, pois reputamos exageradas. Afinal, desde o início da pandemia não se proibiu o pagamento físico, seja em cartão ou em dinheiro, em caixas de supermercados, de farmácias. Porque proibir nos cinemas? Qual critério?”. diz Paulo Lui, presidente do Sindicato, que também considera discriminatória a proibição de comida.

“Temos certeza que as prefeituras terão mais bom senso e equilíbrio, e não estabelecerão normas tão rígidas e discri-minatórias, as quais influenciam diretamente no fluxo do negócio cinema”.

Por nota, o Governo do Estado afirma que considera essa posição “adequada e prudente, em sintonia com os exemplos internacionais. Os municípios têm autonomia para seguir essas recomendações ou adotar medidas mais restritivas”.

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