EDIÇÃO DIGITAL

Segunda-feira

9 de Dezembro de 2019

Audiovisual é uma das áreas da Cultura que mais cresce na região

Mapeamento fortalece o setor

O setor do audiovisual é uma das áreas da Cultura que mais tem crescido na região. A realização de filmes, séries, videoclipes e filmes publicitários tem cada vez mais presentes cenários da Baixada Santista e a mão de obra especializada local. Mas, até o momento, não há um levantamento dos profissionais ligados a esse segmento. 

Para entender essa realidade, o Movimento Audiovisual da Baixada Santista (MABS) está fazendo um mapeamento que pretende verificar em quais áreas eles atuam e onde ainda há carência de mão de obra especializada. 

Para conseguir mobilizar a classe, esse coletivo lançou uma pesquisa aberta na internet para que profissionais, estudantes e empresas que atuam, direta ou indiretamente, com audiovisual na região preencham um cadastro com seus dados, cidade onde atuam e portfólio. O formulário está disponível até o dia 9 no site bit.ly/2souxiQ

Até o momento, quase 100 pessoas se cadastraram. Destas, 65% trabalham diretamente, 34% são estudantes da área e 1% exerce funções indiretas, como empresa de segurança, fornecimento de alimentação, hospedagem, entre outros.

Depois dessa primeira etapa de cadastramento, o MABS vai fazer uma avaliação geral dos dados para ... “Vamos buscar entender quais as áreas onde há mais atuação e naquelas em que não temos muitas coisas por aqui para se fazer mais cursos, capacitar as pessoas para as necessidades do audiovisual”, explica o videodocumentarista Nildo Ferreira, um dos integrantes do MABS que coordena o levantamento.

O coletivo

Quando Santos conquistou o selo de Cidade Criativa da Unesco pelo audiovisual, em dezembro de 2015, um grupo de pessoas que se dedicava a produções resolveu se unir para fortalecer e fomentar o trabalho regional.

“Sentimos a necessidade de unir os realizadores e criar um movimento, que discutisse, que debatesse e buscasse soluções para o audiovisual, que elaborasse editais, criasse uma escola, que fortalecesse a atividade”, afirma o cineasta Dino Menezes.

Ele aponta como termômetro do crescimento da qualidade da produção regional o número de obras participantes ao longo dos anos no festival Curta Santos.

“O cinema santista existe há mais de 20 anos. Começamos com 26 produções no Curta Santos. Hoje, recebemos mais de 200 só na região”, diz.

O jornalista Carlos Cirne, que também integra o MABS, comemora as metas alcançadas pela articulação do grupo, que começou a se encontrar com mais periodicidade a partir de junho.

“Num curto período de tempo, estabelecemos metas e já alcançamos algumas como a do edital de fomento para o audiovisual, a implantação da escola pública de cinema, que terá o dinheiro do Baile da Cidade revertido para ela. Agora, temos mais uma a caminho, que é o levantamento”.

O coletivo foi ouvido pela Prefeitura de Santos para a elaboração do edital de fomento ao audiovisual, lançado no mês passado, que vai contemplar cinco projetos com R$ 60 mil.

Próximos passos

O cadastro dos realizadores e fazedores de cinema e audiovisual deve ser permanente para que, além de fomentar o networking entre os profissionais, ele sirva como uma referência para a contratação de especialistas para as produções em andamento.

Para a segunda quinzena de dezembro, o grupo prepara o 1º Encontro do Audiovisual Caiçara, trazendo profissionais de outras regiões para promover trocas de experiências. No próximo ano, o MABS pretende também implantar a Semana do Audiovisual Caiçara.

O grupo quer ainda que o edital de fomento se transforme em lei para garantir sua duração e que a Santos Film Comission passe de um bureau facilitador para um espaço com foco para incrementar produções. “Queremos criar eventos e situações para tornar reconhecido o movimento e fazer com que o cinema seja competitivo em festivais, para que a Cidade vire um polo realizador de cinema”, finaliza Menezes.

Tudo sobre: