Andrey Jesus alça novos voos nas competições internacionais de dança

Bailarino vicentino, de 16 anos, brilhou em uma das competições mais importantes do mundo, realizada na Suíça

O talento do bailarino vicentino Andrey Jesus, de 16 anos, brilhou em uma das competições internacionais mais importantes no universo da dança, Prix de Lausanne. Ele conquistou o título de Melhor Jovem Artista e o terceiro lugar no ranking final do prêmio suíço deste ano e, agora, se prepara para viver um ano no exterior com uma bolsa de estudos, também fruto da premiação.

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“Eu estava muito esperançoso e animado para chegar até a final. É um festival muito competitivo e foi minha primeira vez nele”, conta Andrey, que teve suas expectativas superadas ao se destacar entre 400 bailarinos de diversos lugares do mundo, que se inscreveram para o festival.

A oportunidade era muito almejada por ele, a ponto de o fazer “desistir” de uma bolsa de balé em Berlim, que conquistou pelo primeiro lugar no Prêmio Internacional de Dança de São Paulo (PridanSP) em 2019, para se jogar nessa 49ª edição do Prix de Lausanne.

Isso porque, por meio desse festival suíço, ele teria a possibilidade de ganhar uma chance na The Royal Ballet School, de Londres, considerada uma das melhores escolas de balé do mundo. “É o sonho de todo bailarino”. Agora, Andrey planeja ir para lá em setembro com sua nova bolsa de estudos, concedida pela Fondation Albert Amon

Festival remoto

Por conta da pandemia, as etapas da competição foram realizadas de forma remota. Na final, que ocorreu no último dia 6, Andrey apresentou duas coreografias. Em balé clássico, a escolhida para a ocasião foi a variação Harlequinade, que o vicentino já havia dançado em festivais pelo Brasil e no Youth America Grand Prix (YAGP) de Nova Iorque, em 2019.

Já a dança contemporânea foi a Urge, eleita entre as opções que o Prix de Lausanne ofereceu, sendo disponibilizada para ser aprendida por meio de um vídeo. “Um desafio”, acrescenta Andrey.

Com a distância dos palcos em teatros, foi na sede do Balé Jovem de São Vicente, companhia da qual Andrey faz parte desde os 7 anos de idade, que seus espetáculos foram gravados e transmitidos para a Suíça. 

Para ele, o apoio de suas professoras Sabrina Olimpio e Geyssa Alencar foi fundamental para suas conquistas. “Elas fizeram eu ser o bailarino que sou hoje”.

Preparação

Após ficar cerca de seis meses sem ensaios presenciais, Andrey diz que encontrou dificuldades no retorno. “Como eu estava praticamente parado na quarentena, fiquei um pouco sem força no começo, mas consegui recuperar”, relata.

As aulas no Balé Jovem de São Vicente retornaram em agosto do ano passado, ainda com ensaios reduzidos. Mas no início do processo seletivo para a 49ª edição do Prix de Lausanne, em dezembro, o bailarino conta que voltou a se dedicar diariamente, cerca de cinco horas por dia. 

“Tudo isso significa muito para mim. Eu não tenho muitas condições financeiras, então se não fosse por minhas professoras e a escola, eu não estaria conseguindo realizar meus sonhos”, diz Andrey, que nunca quis ser outra coisa senão bailarino profissional. “Com o balé sou cada dia mais feliz”.

Talento

Aos 7 anos de idade, Andrey ganhou uma bolsa para participar do Balé Jovem de São Vicente. A descoberta foi das professoras e diretoras da companhia vicentina, Sabrina Olimpio e Geyssa Alencar, que o viram dançando em um festival da cidade. “Ele tem um talento nato e sempre conquistou muitos prêmios. Desde o início, a gente não tinha dúvidas de que ele realizaria seus sonhos na dança”, diz Sabrina.

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