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Terça-feira

11 de Agosto de 2020

Alma artística resiste e se faz presente, mesmo na pandemia

Artistas do País todo se manifestam sobre esse sentimento comum, em vídeo no Youtube

O que é ter uma alma artística? Atrás deste significado - tão importante em tempos de distanciamento social –, o ator santista Neon Danuta Colaco resolveu pedir a amigos roteiristas de TV, jornalistas, carnavalescos, diretores de teatro, entre outros integrantes das artes que definissem, em uma pequena frase, o que seria este termo. O resultado dessa reflexão coletiva resultou no vídeo Nós temos a Alma Artística, recém-lançado no YouTube. 

O vídeo manifesto busca mostrar a essência do fazer artístico que habita em todos os realizadores de Cultura do País, que continuam produzindo inquietamente, mesmo durante a pandemia. 

“A ideia do nome surgiu de uma conversa com (a atriz santista) Luciana Silveira, quando eu estava buscando fazer uma movimentação cultural. Mas como fazer isso? Eu sou fruto do Carnaval, então, comecei por eles, pelos carnavalescos, que ajudaram bastante”, lembra o idealizador do projeto, cujo pai foi cantor e compositor da escola de samba X-9. 

Neon Colaco convidou amigos e artistas de várias áreas para gravar o vídeo (Foto: Divulgação)

Para o vídeo de quase 13 minutos, com produção de audiovisual de Guilherme Griebler, Colaco convidou um time de atores de teatro, televisão e cinema, que gravaram os textos. Entre eles está o ator e dramaturgo guarujaense Sidney Santiago Kuanza e Luciana Silveira, do Núcleo Caboclinhas de Teatro. 

Colaco conta que, além dos textos interpretados pelos colegas, sentiu necessidade de complementar com outras artes. Por isso, o clipe tem inserções de apresentações de música, dança artes plásticas e arte circense. Ao todo, são cerca de 30 artistas envolvidos no projeto de várias partes do Brasil. 

E a Baixada Santista tem mais alguns representantes: na dança, há participação das bailarinas santistas Kyara Muniz e Clara Fernanda Levandovski. Já entre os cantores está a intérprete da escola de samba Padre Paulo, Cláudia França.

Bailarina do Teatro Municipal de Santos, Clara Levandovski, também está na produção (Foto: Divulgação)

Durante a produção, o público tem como pano de fundo a canção Luzes da Ribalta, de Charles Chaplin (com versão em português de Antonio Almeida e João de Barro). “Não foi por acaso. O mundo está devastado e, após a pandemia, teríamos que nos conduzir para um mundo novo. Mas este mundo novo teria as mesmas coisas ruins igual ao que vivemos, onde o racismo, intolerância, preconceito, homofobia, ganância, incompreensão e desamor comandam as mentes vigentes. E é papel desta alma artista levar a emoção ao público, como dizia Chaplin”.

Novos projetos

Com mais de 30 anos de carreira, com novelas e filmes no currículo, Colaco aguarda o fim da pandemia para retomar algumas atividades. “Os nossos sonhos foram adiados. Sou um artista com uma preocupação grande em preservar a nossa cultura e os grandes nomes dela. Por isso, estou escrevendo três musicais sobre três grandes artistas negros”, adianta ele, que afirma estar com o primeiro espetáculo pronto, mas não revela ainda o nome das personalidades homenageadas.

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