Guitarrista fala sobre tributo ao Charlie Brown Jr: 'Um quarto de século dedicado ao rock'

Marcão Britto esclarece que banda não retornará à atividade, mas que show em homenagem ao grupo deve ser levado a outras capitais

Por: Bruno Gutierrez  -  25/01/19  -  09:08
Marcão falou sobre tributo ao Charlie Brown Jr
Marcão falou sobre tributo ao Charlie Brown Jr   Foto: Irandy Ribas/AT

São Paulo comemora 465 anos nesta sexta-feira (25), e para celebrar a data, às 18h30, em um palco montado do Vale do Anhangabaú, será realizado o show "Tamo aí na Atividade apresenta Charlie Brown Jr".


A apresentação, que chegou a ser anunciada como um retorno da banda santista aos palcos por Alexandre Magno Abrão, filho do vocalista do grupo, Chorão, falecido em 2013, na verdade, é um grande tributo ao Charlie Brown Jr, que celebra, em 2019, 25 anos de sua fundação.


O show levará ao palco os músicos Marcão Britto (guitarra), Heitor Gomes (baixo) e Pinguim Ruas(bateria), além de artistas convidados como Dinho Ouro Preto (Capital Inicial), Di Ferreiro, Digão (Raimundos), Supla e Panda (La Raza).


Em entrevista para A Tribuna On-Line, Marcão fez questão de ressaltar que não é um retorno da banda, mas uma homenagem a todos que tornaram o grupo uma realidade.


"É um absurdo [falar que seria um retorno]. O Charlie Brown acabou em 2013. Assim que nós perdemos o Chorão, a banda foi encerrada. Todo mundo sabe. O Charlie Brown não vai voltar à atividade como banda. Ela será mantida no lugar onde sempre esteve. O show é comemorativo. Afinal de contas, foi um quarto de século de serviços prestados ao rock n'roll", disse o músico.


O guitarrista recordou que a mesma apresentação foi realizada por duas oportunidades. Em 2014, com a participação deMike "Cyco Miko" Muir, da banda norte-americana Suicidal Tendencies, e em 2016, no Espaço das Américas. Ambas em São Paulo. A ideia é que, agora, o tributo seja realizado em outras cidades.


Marcão falou sobre tributo ao Charlie Brown Jr
Marcão falou sobre tributo ao Charlie Brown Jr   Foto: Irandy Ribas/AT

"Sempre teve uma vontade muito grande dos fãs que esses shows anteriores, que aconteceram somente em São Paulo, fossem realizados em outros lugares. Pensamos em levar esse show para outras cidades que não tiveram essa experiência. É um show interativo. Tem algumas músicas que o Chorão canta. Ele canta no telão, com o som da banda, o que traz um realismo muito sonoro. Achei algo bacana e bastante positivo", explicou Marcão.


Ainda não há uma programação em relação ao tributo, mas a ideia é que a apresentação seja levada para as principais capitais do Brasil, sempre com participações especiais de músicos e cantores presentes na vida dos integrantes do Charlie Brown Jr.


Marcão optou por não comentar as declarações do ex-guitarrista da banda Thiago Castanho, que criticou a fala inicial de Alexandre Magno Abrão. "A única coisa que posso dizer é que o Charlie Brown é muito maior do que qualquer um de nós", disse o guitarrista.


Novo single da banda Bula


Paralelamente ao tributo ao Charlie Brown Jr, Marcão Britto segue com a banda Bula, formado por ele, Pinguim, Lena Papini (baixo) e André Freitas (guitarra). A banda prepara-se para lançar o segundo álbum de estúdio, "Realidade Placebo". Também nesta sexta-feira, é divulgado o primeiro single deste trabalho, "Diamantes no céu (A guerra e a paz)".


"Foi muita coincidência. O lançamento junto com o show em homenagem aos 25 anos do Charlie Brown. O single é a primeira música de trabalho do segundo disco. Foram três anos e meio trabalhando no estúdio. É um disco de 18 faixas, fala muito sobre essa era na qual vivemos, das fotos e aparências na internet. Onde todo mundo é mais bonito, mais descolado, mais rico. É o mundo perfeito. No entanto, temos um índice assombroso de solidão nas pessoas, na sociedade. Isso está virando algo bastante preocupante. A música 'Diamantes no céu' aborda um pouco essa questão. Mesmo que você tenha ideologias diferentes, seja feio ou lindo, pobre ou rico, no fim das contas, sua vida passa, e o limite é o céu. Aborda a diferença entre as pessoas, e no fim das contas, quando você morre, é todo mundo igual. Fica tudo para trás. Ninguém leva nada", explicou Marcão, que também é vocalista.


Na visão do músico, o segundo disco da banda traz maior maturidade, por ter seguido o rito normal de construção de um trabalho.


"Ele tem o DNA do primeiro disco, mas é mais écletico. A gente teve uma experiência bacana como banda para fazer esse segundo trabalho. Fizemos vários shows, tocamos algumas músicas ao vivo, tivemos essa troca com a galera. Inclusive, a 'Diamantes no céu' é uma das músicas que a galera mais gosta. Nesse sentido, é bem diferente do primeiro CD. Agora, tivemos a oportunidade de gravar um disco realmente como uma banda. O primeiro, na verdade, gravamos e fomos para a estrada. Esse, nós estamos trabalhando juntos desde o começo. São três anos de trabalho totalmente diferentes. Apesar de gostar bastante do primeiro, o segundo disco trouxe uma maturidade maior para a banda, tanto na parte sonora quanto na composição", comentou o guitarrista.


"Realidade Placebo" deve ser lançado em abril deste ano.


Marcão falou sobre novo disco da banda Bula
Marcão falou sobre novo disco da banda Bula   Foto: Irandy Ribas/AT

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