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Sexta-feira

10 de Julho de 2020

Tecnologia reúne heróis anônimos contra a Covid-19

DAVID19 é um aplicativo para celulares que conecta pessoas e une esforços globais de trabalho em conjunto para superar crise humanitária

Um movimento começa a tomar forma no dispositivo inteligente que temos em nossas mãos. Os esforços contra a crise global da saúde acabam de reunir milhões de reforços para criar uma plataforma capaz de acelerar a transformação digital. Assim, nasceu DAVID19: uma solução que leva muito mais longe a capacidade humana de trabalhar em conjunto.  

>> Veja como funciona

Graças à aliança formada pelo LACChain, um programa regional do Laboratório de Inovação do Grupo BID (BID Lab), a plataforma digital DAVID19 permitirá que cada cidadão seja um herói para enfrentar a pandemia. Essa ferramenta, baseada na tecnologia blockchain, é a primeira solução de código aberto na qual os dados sobre a doença podem ser compartilhados sem expor as informações pessoais do usuário.  

Em sua primeira fase, esse ambiente colaborativo de cidadão para cidadão (C-to-C) permitirá que milhões de pessoas sejam protagonistas no enfrentamento da pandemia, permitindo que compartilhem suas próprias informações de maneira segura e anônima, por meio de certificados de autodeclaração, ajudando a transformar esse inimigo invisível, contribuindo para mudar a direção dessa crise de saúde.  

Em sua segunda fase, DAVID19 propõe uma revolução em termos de identidade e verificação por meios digitais entre empresas e cidadãos (B-to-C).  

A participação em massa evolui naturalmente à medida que milhares de empresas privadas ingressam no ecossistema DAVID19 para emitir credenciais mais sofisticadas, como autorizações de retorno ao trabalho, depoimentos, certificações médicas, autorizações de viagem ou diplomas acadêmicos, mediante documentos emitidos por terceiros. Em suma, um portfólio de vida no seu bolso.  

Além disso, a infraestrutura digital estará preparada para enfrentar futuros surtos deste e de outros vírus, ou mesmo outros fenômenos e situações de emergência que enfrentaremos como humanidade no futuro, como os relacionados às mudanças climáticas.  

Nesse cenário de infinitas possibilidades, esse é o primeiro passo para que, no futuro, uma pessoa precise apenas de seu celular para se identificar, para demonstrar que está em condições seguras o suficiente para embarcar em um avião, retornar ao trabalho, visitar uma galeria de arte ou entrar em um show ou evento esportivo, em cumprindo um conjunto de disposições para cada caso específico.  

Como funciona?  

DAVID19 funciona como um agregador de carteiras digitais, uma tecnologia emergente baseada em aplicativos móveis que usam protocolos e padrões de identidade soberana digital. Isto é, uma tecnologia que garante ao usuário manter o poder total sobre seus dados o tempo todo.  

Por meio da aplicação, cada pessoa poderá selecionar sua carteira digital preferida, criar seu perfil e começar a enviar as principais informações para entender e ver como a COVID-19 se move na região.  

Este mapa, composto de dados compartilhados por milhões de pessoas, será público e é o coração do aplicativo. “O DAVID19 nos oferece toda a oportunidade de uma saída digital para nosso confinamento, de nos tornarmos heróis e sermos protagonistas no enfrentamento dessa pandemia”, diz Alejandro Pardo Vegezzi, eíder da LACChain e DAVID19.  Depois que alguém registra seus dados em relação à quarentena, seus movimentos durante o período, seu estado de saúde, basta manter as informações atualizadas na carteira digital e ver como o mapa interativo de monitoramento evolui.  

O ecossistema é composto pelo seu site (mellamodavid19.org), um aplicativo nativo, disponível nessa mesma página, diferentes carteiras digitais e suas redes sociais oficiais. Em todos esses entornos qualquer parte interessada pode interagir e manter-se informado sobre o projeto.  

“Nossa ideia era aproveitar a tecnologia blockchain para tornar cada pessoa um protagonista ativo contra a pandemia, protegendo nós mesmos e ajudando a proteger outras pessoas da Covid-19 por meio de credenciais verificáveis”, explica Moises Menendez. 

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