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Segunda-feira

20 de Janeiro de 2020

Verão exige cuidados com a hidratação de cães e gatos

Vasilhas espalhadas pela casa, uso de garrafinhas de passeio e picolés de frutas sem adição de açúcar são aliados para evitar problemas de saúde nos animais durante a estação

O sol já deu as caras com força e, com isso, todos precisamos beber mais água. Inclusive os animais de estimação. Eles são tão sensíveis como a gente. Porém, não têm a consciência da importância da água. Cabe aos tutores a tarefa de verificar se cães, gatos, aves, coelhos e outros bichinhos estão bem hidratados para passarem sem sufoco pelo verão.

A veterinária Camilla Bianco explica que os filhotes, os idosos e os de raças braquicefálicas – os de focinho curto – são os que mais precisam de cuidados. “Braquicefálicos são os animais que possuem o focinho mais achatado e uma maior dificuldade respiratória, como pug, shih tzu e buldogues. Geralmente, percebe-se que eles não estão se hidratando corretamente pela pouca quantidade de produção de urina”, explica ela. 

Além disso, o animal também fica mais prostrado, com língua e gengivas secas, pode sofrer perda de peso e de apetite. Outra coisa a se notar é se há respiração ofegante e falta de elasticidade na pele. 

O médico-veterinário e professor universitário Eduardo Filetti diz que tem como estimular a hidratação quando o animal para de beber água por falta de interesse. Aliás, isso é comum de ocorrer principalmente se o bichinho está em ambiente com ar-condicionado e não sente calor.

“Com os cães, basta exercitá-los, andando na rua, fazendo algumas brincadeiras com bola para que tenham maior vontade de beber água. Aí, é bom sempre estar com garrafinhas de água fresca. Há vários modelos específicos para passeio”, indica ele. 

Camilla Bianco conta também que ajuda espalhar potes de água pela casa e em locais de fácil acesso. Pedras de gelo nas vasilhas de água são outra dica, assim como congelar pedaços de frutas como melancia, melão e manga para servir como picolés. 

“No caso dos gatos, uma dica importante é ter uma fonte de água para estimular a ingestão de uma maior quantidade, além de oferecer sachês mais vezes ao dia”, observa a médica-veterinária. 

Mudança de hábitos

Cães que mudaram para ambientes com ar-condicionado, geralmente, vão sentir menos necessidade de beber água. Os que passaram da ração para a alimentação natural também podem perder parte do interesse, segundo a veterinária.

“Aí, é importante observar se dentro da alimentação natural já não existe maior quantidade de legumes ricos em água, pois o pet pode estar se hidratando pela alimentação. Mesmo assim, é importante estimular, nem que seja através de uma seringa (sem agulha) na boca do gato ou de outro bichinho”. Mas não é preciso desespero. 

Em média, um cachorro deve ingerir diariamente de 50 a 60ml de água por quilo de peso corporal, ou seja, um cão de 10kg precisa só de 600ml de água por dia. 

Os reflexos da desidratação podem ser graves. Variam desde a prostração até um problema renal com necessidade de hemodiálise. 

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