Veja como usar móveis para dividir ambientes

Dividir ambientes com móveis é uma solução inteligente para dar mais vida e possibilidade de mudanças ao lar. Vale delimitar com tapetes, painéis, sofás e muitas outras opções

Quem assiste a infinidade de programas de decoração e reformas na TV sabe: integrar ambientes, no tão falado conceito aberto, é o sonho do momento. Porém, há vezes em que os espaços precisam ser delimitados. E nem sempre paredes são a melhor opção, principalmente em imóveis pequenos. Aí é quando o mobiliário pode cumprir essa função, dando charme e liberdade para os lares.

Quem indica é Daniel Alves, diretor da Fábrica de Móveis Santista. Segundo ele, mesas, bufê, bancos, sofás, sofá-table e até tapetes podem dividir um ambiente, criando visualmente a delimitação do espaço. Se quiser movimentar a TV, painéis com divisória pivotante podem ter a dupla função. Mas, é preciso alguns cuidados na hora da escolha correta desses itens. 

“No caso de um armário, por exemplo, os prontos são preparados para estarem encostados na parede. Então, os fundos são feios. Quando você projeta e manda fazer, consegue o efeito desejado”. 

Ele cita outra tendência: “Acabei de fazer uma obra em que a estante divide a sala da cozinha. O fundo do móvel era fechado, mas pensado para isso. Porém, também há móveis que servem aos dois ambientes, por serem vazados. Da mesma forma, o pergolado e os painéis e portas ripadas também estão em alta, com esse propósito.
Ricardo Velasco, arquiteto santista, lembra que o lado bom dessas escolhas é que, tudo o que é aberto, deixa passar mais ventilação e luminosidade. 

“Claro, que tem que ver se é o efeito desejado, por conta da acústica e da privacidade. É muito pessoal. Precisa avaliar como a pessoa se relaciona com a casa. Se ela fica mais sozinha, se em casal, como ela recebe e quem ela recebe. Porque para alguns, dormitório é intimidade. Para outros, tudo bem você estar sentado no sofá vendo a cama da otura pessoa”. 

Velasco chama atenção para a hora de dormir. Ambiente com mais espaço compartilhado pode causar uma sensação estranha a alguns. 

“Muita gente vai se sentir mais confortável num quarto fechadinho, no escurinho, algo que nem sempre a divisória com móveis traz. Às vezes cai bem um painel de correr”.
Para Gabriel Fernandes, arquiteto da Simonetto e curador da Estilo Classe, primeiro de tudo, é preciso lembrar que todo móvel precisa ter uma função.

“Quando você tem que dividir um ambiente com móvel, é porque de alguma maneira o espaço visual precisa de algum elemento que tenha a ver com esse ambiente”..

Outra orientação do profissional é que a segunda coisa importante que um móvel precisa ter para separar um espaço é o estilo e o visual, que contam muito. “Porque, se vai dividir, vai chamar a atenção. Dou muito valor ao que dá espírito e vida à casa, na linguagem que cada ambiente pede”.

Porém, o mais importante, segundo Fernandes, é que a escolha atenda às necessidades que o morador espera resolver, para se obter o sucesso no resultado final. 

“Se você quer dividir e isolar, precisa de móveis mais densos, chapados, que ocupem uma proporção maior, para ter bloqueio visual. Se você quer algo mais integrado, para compartilhamento entre um ambiente e outro, vale pensar em algo que possa ser compartilhado como uma cadeira giratória. Quando você precisa que passe luz, a transparência do vidro ou acrílico funciona super bem. Mas qualquer ambiente pode ser dividido com móvel, desde que precise. Não é regra, mas é solução inteligente. Há possibilidade de metamorfose na casa. Se hoje for assim e amanhã mudar, tudo bem. A casa da gente é como um ser vivo”.

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