Sinal de alerta: Cães e gatos também sofrem com variações do clima

Animais precisam de atenção redobrada quando essa mudança acontece de maneira repentina, observam médicos-veterinários

Chuva, tempo seco ou úmido, calor em seguida, sobe e desce da umidade relativa do ar. Essas mudanças bruscas de temperatura fazem muito mal para o organismo. E os pets também sofrem demais com isso, segundo os médicos-veterinários.

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“Principalmente no calor, os cães com pelagens maiores, que não são oriundos do nosso clima tropical, sofrem demais com as mudanças”, diz o veterinário Gustavo Palmieri. 

O especialista explica que raças como shih tzu e lhasa apso, que não são oriundas do Brasil, podem sofrer mais porque vieram de locais mais frios. “Mas alguns desses cachorros já estão acostumados com o nosso clima”, observa.

De acordo com o veterinário Danilo Rossi, os animais domésticos têm uma temperatura entre 1ºC e 1,5°C a mais do que os humanos. Portanto, armazenam mais calor e apresentam maior dificuldade para se livrar dele, pois não transpiram pela pele.

Sendo assim, esses pets procuram lugares mais gelados, respiram de boca aberta (é o seu principal meio de transpiração), brincam/derrubam a água de potes e bebedouros para se refrescarem e recusam passeios em horários mais quentes. “Fique atento especialmente a desmaios súbitos e se o pet está muito ofegante”.

A veterinária e especialista em Dermatologia da Pet Society, Marina Bonfim, explica que, no caso dos pets, o controle de temperatura acontece com o auxílio dos pelos, bem mais significativo do que nos humanos. E isso se dá mesmo nos animais de pelo curto. "A pelagem é responsável por manter a temperatura ideal do corpo, absorvendo menos 
calor em períodos quentes e mantendo o calor durante os períodos mais frios”, afirma.

Para contornar o problema, as dicas são priorizar os locais mais arejados; colocar ar-condicionado (se possível), climatizando o ambiente; tomar cuidado com passeios, principalmente das 10 às 16 horas; e ficar atento à desidratação. “Também é preciso tomar cuidado com queimaduras nas patas e com a hipertermia (a incapacidade do corpo de dissipar o calor)”, conclui Palmieri.

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