Santista cria marca de absorventes ecológicos

Após experiência pessoal, Jéssica Maria Silva, de 24 anos, usou a quarentena para desenvolver absorventes sustentáveis que promovem maior autoconhecimento do ciclo menstrual

A quarentena tem sido um tempo de ressignificação da dinâmica das mais variadas relações. E porque não a da menstruação? Foi em meio a isso que a santista Jéssica Maria da Silva, costureira de 24 anos, iniciou a confecção de absorventes sustentáveis, feitos de pano.

A ideia surgiu de sua experiência pessoal com os absorventes descartáveis, que lhe causavam alergia e desconforto. Após produzir alguns modelos do tipo reutilizável para si e ter amado a experiência, Jéssica se especializou na produção e criou o projeto ‘Libertalhe’, junção de retalhe e liberdade.

“Penso no quanto isso torna a menstruação mais natural, pois conseguimos ver como ela realmente é”. A empreendedora diz que há muitas mulheres interessadas em entender como funcionam estes absorventes, fazendo encomendas para sentirem a experiência, principalmente por agora estarem boa parte do tempo em casa - que, para a maioria, proporciona mais segurança na fase de transição.

Segundo a costureira, esta é uma forma de estabelecer uma nova conexão com o período menstrual, proporcionando conforto e sendo saudável, além de produzir menos lixo. Já quanto ao custo benefício, também é uma boa opção. Migrar para os absorventes reutilizáveis, que custam em média R$ 20 cada, pode gerar uma economia a médio prazo, já que dura cerca de 4 anos.

Estes absorventes são feitos com tecidos 100% algodão, quatro camadas para absorção e uma de tecido impermeável que faz com que não haja vazamentos. Para regulagem, há dois botões de pressão. Jéssica explica que  a troca deve ir de acordo com o fluxo da mulher. Para lavagem, o indicado é que sejam deixados de molho de 30 a 40 minutos em água fria. Após isso, devem ser lavados com sabão neutro ou de coco e deixados para secar ao ar livre - se possível, diretamente ao sol - e serem retirados assim que secarem. Para maior durabilidade não é indicado passar com ferro. 

Caso a pessoa queira usar algum desinfetante, são indicados os naturais, como óleo de melaleuca, vinagre de maçã e bicarbonato de sódio, “pois amaciantes e produtos com cloro podem ser tóxicos à vulva”, explica Jéssica. 

Apesar da lavagem demandar certo tempo, ela não precisa ser feita imediatamente após o uso. Caso a mulher esteja na rua e precise trocar, “é tranquilo”, diz Jéssica. Para isso, são fabricadas, também. bolsinhas impermeáveis nas quais os absorventes podem ser guardados até a lavagem. Além disso, quando estão fechados, ficam como quadradinhos com o tecido impermeável em seu exterior, evitando vazamentos.

Para mais informações sobre o produto, basta acessar o perfil no Instagram @libertalhe.

Tudo sobre: