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Sexta-feira

5 de Junho de 2020

Saiba como escolher o melhor ar-condicionado para climatizar o ambiente

Segundo profissionais, há dicas de ouro para não errar na escolha e no dia a dia, evitando problemas futuros

Salvação no calor, o aparelho deve ser escolhido com cuidado. Ele também precisa de manutenção e limpeza para não causar doenças e ter maior durabilidade

Todo mundo concorda que o ar-condicionado deixou de ser um item de luxo há muitos anos para virar necessidade e sinônimo de saúde. Mas pouca gente ainda se importa com a escolha e instalação adequada do aparelho. Alguns cuidados fazem toda a diferença na refrigeração, durabilidade e também na conta de energia elétrica do lar.  Segundo profissionais que lidam com climatização de ambientes, há dicas de ouro para não errar na escolha e no dia a dia, evitando problemas futuros. Veja a check list e saiba se você cuida direitinho do ar que respira e que te refresca.

1- Avalie a rede elétrica.

Saber se o local de instalação tem uma rede elétrica confiável é primordial. Os aparelhos requerem fiação diferente da usada normalmente na iluminação. O manual de cada modelo traz essa informação. Às vezes, é necessário um novo disjuntor.

2- Respeite a capacidade. 

Para definir o ar-condicionado é preciso ter em mente a sua capacidade de refrigeração. A Proteste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor faz diversos testes em aparelhos e explica que não adianta reclamar da eficiência se não é realizado o cálculo correto durante a escolha. Essa capacidade é medida pelos BTUs, sigla do inglês British Thermal Unit ou Unidade Térmica Britânica. 

Segundo o Proteste, cada metro quadrado de área a ser refrigerado precisa de 600 BTUs, mas deve-se levar em conta tudo o que emite calor. Considere 800 BTUs a mais por pessoa que circula no ambiente. Caso o cômodo pegue o resultado por 1,25, fora os eletrodomésticos. Para facilitar, há tabela da Proteste no bit.ly/38cbfwE. 

3- Instale corretamente.

Quem mora em apartamento, muitas vezes, não pode escolher o tipo de aparelho. Nos casos do split convencional e mini, é preciso contratar mão de obra especializada que dê atenção à instalação, explica Alexandre Jusis Blanco, professor de Pós-Graduação em Engenharia da Confiabilidade e professor universitário de Engenharia Mecânica, Produção e Química na Universidade Santa Cecília (Unisanta).  “Isso é necessário, porque você vai ter de abrir um buraco para a passagem das peças, sendo preciso um certificado para mudanças estruturais no domicílio. E apesar das inúmeras qualidades, é preciso considerar que, de qualquer forma, vai haver um aumento na conta de energia”, indica ele. Edgard Lopes Hernandes, engenheiro mecânico especialista em refrigeração e ar-condicionado, da Harco Engenharia, acrescenta: “É bom lembrar também, na hora da compra, que o split não vem pronto, como o modelo de janela. Se não for instalado por quem tem técnica e experiência, o aparelho estará sempre quebrando”. 

4- Limpe com frequência.

A função do filtro do produto é reter as partículas de poeira que ficam circulando no ambiente. Sua limpeza é importante para a saúde, pelo menos uma vez ao mês, dependendo da frequência de uso. Basta retirar e lavar ou trocar os filtros. As aletas, que são as responsáveis pela direção do vento (como as pás de um moinho), também devem ser higienizadas, sem medo. E a unidade que fica do lado de fora, no caso dos splits, também precisa ser limpa com o tempo, por empresa apropriada. É indicado para lugares com muita poeira, duas verificações por ano.

5- Cheque o gás. 

O fluido refrigerante é o que faz o aparelho retirar calor da unidade evaporadora e enviá-lo para a unidade condensadora. Durante os procedimentos de manutenção, o técnico precisa verificar se ainda existe gás refrigerante em quantidade suficiente, explica Blanco. 

Se não houver, além de o produto não resfriar bem, pode ocorrer superaquecimento do compressor. Para o conserto, basta o técnico dar uma nova carga de fluido. 

6- Esqueça o que é lenda. 

Muita gente acha que tem de ligar o ar-condicionado no inverno para que o gás não escape. É lenda. Hernandes explica que o gás só vaza se houver problema na instalação. Então, se após os meses de frio o aparelho não gela mais, é preciso que o técnico descubra onde está a irregularidade, para, aí sim, completar a carga.

7- Seja consciente.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas indica que a temperatura de conforto de um ambiente é em torno de 23ºC. Por conta disso, surgiram histórias de que deixar o aparelho nessa temperatura economiza energia. Mas, independentemente de o equipamento ter tecnologia inverter – que não desliga o motor e gasta menos energia por não causar picos energéticos para religá-lo – , quanto mais baixa a temperatura no ambiente, maior o consumo.

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