PS5 ou Xbox Series: qual comprar? Leia nossa análise dos consoles e tome sua decisão

Os aparelhos marcam o início da nova geração de videogames e são ótimas pedidas para as férias na pandemia

Se antes da pandemia os videogames já eram superprocurados, com a necessidade de manter o distanciamento social isso só aumentou. Tanto que o PlayStation 5, mesmo custando R$ 4.199 e R$ 4.699 – respectivamente as versões sem e com leitor de mídia física –, esgotou no mundo inteiro durante a pré-venda. E, agora, embora a sua distribuição esteja regularizada no mercado, o aparelho costuma acabar rapidamente, logo que um lote é liberado para as lojas.

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Maior console já lançado pela Sony, o PS5 tem uma performance que impressiona. A sua configuração faz com que funcione de forma bem mais leve, equilibrada e robusta do que o PlayStation 4. Conforme o PS5 desempenha múltiplas funções, como abrir um jogo, acessar a loja virtual e as capturas de imagens e vídeos (tudo ao mesmo tempo), o sistema não fica pesado, nem dá sinais de perda de rendimento ou sobrecarga, ao contrário do que acontecia com o PS4. Tudo flui de maneira tão orgânica que fica notório o cuidado que o time de desenvolvimento da Sony teve para balancear o aparelho – ele está preparado, inclusive, para o sinal 8K.

Aliás, uma reclamação comum dos donos de PS4, o barulho excessivo do sistema de resfriamento do videogame, ficou no passado. Para alegria geral, o PS5 trabalha de jeito bem silencioso.

O sistema operacional do console está ainda mais clean e funcional do que o do PS4. Algo que também merece destaque é que, além de ser possível controlar o aparelho por um aplicativo, há uma integração entre o PS4 e o PS5 como nunca existiu nos seus antecessores. Isso já fica evidente quando você liga o PlayStation 5 pela primeira vez, pois ele checa se existe um PS4 por perto e, desde que os dois estejam conectados à mesma rede de internet, o PS5 baixa os arquivos de save e os jogos que estão no HD do PlayStation 4.

Outro aspecto de integração bem legal é que o PS5 roda a grande maioria dos games de PlayStation 4, com upgrade gráfico bacana. Para completar, os assinantes do serviço PS Plus têm acesso, sem qualquer custo adicional, a uma lista chamada Collection, que reúne jogos de peso do PS4, como God of War, Batman Arkham Knight, The Last of Us Remastered e Final Fantasy XV.

Vale dizer que a PS Store foi remodelada. A Sony finalmente conseguiu solucionar a instabilidade recorrente da loja virtual do PlayStation, que, no PS5, ficou muito mais clean e prática.

Visual impactante

Os gráficos, como já era de se esperar, são um capítulo à parte. Mas para sentir de verdade o grande avanço no visual dos jogos, principalmente os exclusivos de PS5, você precisa ter, no mínimo, uma televisão 4K. Não é só o maior detalhamento das imagens que está gritante. Os efeitos de luz/sombra, neve, água, chuva, incidência do sol nas superfícies e a paleta de cores são impactantes. Para se ter ideia, Marvel's Spider-Man: Miles Morales, quando rodado no PS5, parece uma animação de cinema. Quanto ao sistema de som do console, ele ajuda a criar uma atmosfera imersiva, com um áudio bem rico.

Há pontos a melhorar? Sim!

Só que nem tudo são flores. A Sony precisa liberar o quanto antes uma atualização que permita o uso de HDs externos, porque o disco rígido do PS5 tem apenas 825 GB. Portanto, dependendo da quantidade de jogos que você baixar, vai acabar ficando rapidamente sem memória.

Por sua vez, o sistema de captura de imagens e vídeos, apesar de ter sido remodelado, está mais limitado e menos eficiente do que o do PlayStation 4. Inúmeras vezes fiquei sem conseguir registrar trechos dos games, algo que dificilmente ocorria no PS4. 

O controle do PS5

Esqueça o DualShock. O controle do PS5 se chama DualSense. Ele está notoriamente diferente, e seu novo design faz com que se encaixe muito melhor nas mãos. Sem contar que seus botões se mostram mais macios e oferecem níveis distintos de pressão e sensibilidade, o que, aos poucos, vai criar novas experiências nos jogos. Bem leve, o DualSense ainda traz dois microfones embutidos, que podem ser desabilitados a qualquer momento.

>> COM VOCÊS, O XBOX SERIES

Enquanto a Sony lançou duas versões de PlayStation 5 praticamente idênticas tanto em poder de processamento quanto em design – a única diferença é a presença ou não do leitor de mídia física, na parte inferior do console –, a Microsoft colocou no mercado dois modelos bem distintos do sucessor do Xbox One: o Xbox Series S e o Xbox Series X, custando respectivamente R$ 2.799 e R$ 4.599.

O primeiro é o menor videogame já desenvolvido pela empresa. Supergracioso e todo branco, o Series S consiste em um belo “aparelho de entrada” da nova geração de consoles. Ele vai atender perfeitamente quem deseja gastar um pouco menos no upgrade da máquina que tem em casa e também aquela pessoa que ainda não possui um videogame e quer comprar logo de cara uma máquina mais atualizada e com bom custo-benefício. 

Afinal, o Series S entrega gráficos superiores aos da geração anterior de consoles, por ser mais potente do que esses aparelhos, e ainda dá uma melhorada no visual dos jogos já lançados para seus antecessores, mesmo quando os games não trazem o indicativo de que foram otimizados para os novos modelos de Xbox. 

Só que o Series S alcança a resolução máxima de 1440p (acima dos 1080p do Full HD), enquanto o Series X é 4K (2160p) e tem alcance dinâmico para o 8K (4320p). Logo, não exige necessariamente uma televisão das mais tops para mostrar a sua potência para valer.

Outro grande diferencial do Series S está no fato de ser 100% digital, ou seja, ele não conta com um leitor de mídia física (presente no Series X). Desse modo, vai depender totalmente de serviços como o Game Pass, catálogo com mais de 100 títulos de Xbox 360 e One que você pode baixar no seu console.

Fica a dica: uma boa pedida é assinar o Game Pass Ultimate, pacote mais completo, que inclui também os benefícios do Xbox Live Gold (jogos gratuitos e descontos exclusivos na loja virtual do aparelho) e o acesso aos games do EA Play. Ah, tudo isso ainda fica disponível para uso no PC.

Faltou um pouco mais de planejamento

É preciso reconhecer que, ao longo dos anos, a Microsoft sempre se mostrou preocupada em desenvolver videogames cada vez mais poderosos. Mas, em compensação, a empresa acabou esquecendo de construir um catálogo mais variado de jogos exclusivos e blockbusters para as plataformas da família Xbox, algo que a Sony procurou fazer principalmente no PlayStation 4.

Para ver como não se trata de um exagero da minha parte, proponho uma rápida comparação. Pense no Xbox e note quantos games exclusivos badalados vêm à mente além de Halo, Forza, Gears of War, State of Decay, Fable e Sea of Thieves. Agora, faça o mesmo com o PlayStation e tire as suas conclusões.

Outra prova de que a Microsoft poderia ter cuidado melhor do seu catálogo de jogos, ainda mais agora com a chegada da nova geração de consoles, é o fato de não ter lançado grandes títulos exclusivos para o Series S e X logo na estreia dos aparelhos. Por exemplo: Medium, um candidato a blockbuster, foi adiado para 28 de janeiro e Halo Infinite e The Ascent serão disponibilizados em algum momento de 2021.

No entanto, parece que a Microsoft tenta se redimir nesse sentido, já que vem adquirindo vários estúdios. Entre eles a renomada Bethesda, responsável por franquias como The Elder Scrolls, Doom, Fallout e Wolfenstein

O monstro da Microsoft

Não é apenas no quesito preço que o Xbox Series X se equipara ao PS5. O hardware e a potência gráfica do console não deixam nada a desejar para o rival. É notório como o Series X funciona de forma mais suave, rápida, equilibrada e robusta do que o Series S. E a otimização do visual dos jogos dos modelos anteriores de Xbox também é incrível.

Vamos falar de um aspecto em que a Microsoft foi muito mais sábia do que a Sony. Apesar de o Series S vir com HD de 512 GB e o Series X contar com 1 TB de disco rígido, ambos aparelhos possuem uma entrada para instalação de uma placa contendo 1TB – comprada à parte – para a ampliação da memória do videogame.

Outro belo incremento da Microsoft é o aplicativo que serve não só para administrar os consoles como se mostra fundamental para a configuração inicial do Series S e X.

Sistema operacional, controle e som

Merece destaque a qualidade sonora dos dois novos aparelhos da Microsoft. Eles geram um áudio imersivo, envolvente e impactante. Quanto ao sistema operacional – igual no Series S e X –, o seu layout está bem mais simples, bonito e funcional do que o presente no Xbox One.

Já o controle sem fio dos modelos Series oferta conforto ainda maior, leveza e traz gatilhos e botões superiores texturizados, que evitam que os dedos fiquem escorregando. Outro diferencial do novo joystick é a inclusão de um botão próprio para captura e compartilhamento de imagens dos jogos.

>> E QUAL É MELHOR?

Você deve estar se perguntando qual dos três videogames da nova geração é mais indicado comprar. A resposta vai variar caso a caso e demanda uma análise criteriosa e sincera, da sua parte. Para começar, defina quanto poderá investir no novo console (o famoso planejamento financeiro). Tendo feito isso, veja quais jogos e qual plataforma normalmente mais o agradam e, aí sim, tome a sua decisão. Bom entretenimento!

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