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Terça-feira

17 de Setembro de 2019

Mostramos mitos, causas e tratamentos da queda de cabelo

Dermatologista também indica formas de prevenção e detalha a incidência em homens e mulheres

A queda de cabelo é uma das cinco reclamações mais comuns nos consultórios dermatológicos. E não faz distinção no que se refere a sexo: enquanto uma das variações do problema é mais recorrente em homens, a outra atinge mais as mulheres.

No bate-papo a seguir, o dermatologista Rafael Thomaz também fala da importância da alimentação balanceada para a saúde capilar e de pequenos cuidados que fazem toda a diferença.

 

Quais são as causas mais comuns da queda de cabelo?

De acordo com o último censo da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a queixa de queda de cabelo é uma das cinco mais frequentes no consultório dermatológico. A alopecia androgenética é a causa mais comum de rarefação capilar, enquanto que o eflúvio telógeno é a causa mais comum de queda de cabelos.

A alopecia androgenética é caracterizada por uma alteração no ciclo do cabelo que leva a um processo de miniaturização dos fios. Isso é: os cabelos se tornam progressivamente cada vez mais finos, curtos e menos pigmentados. O problema costuma afetar mais da metade dos homens e um quarto das mulheres acima de 50 anos. 

O eflúvio telógeno também ocorre em ambos os sexos, porém as mulheres o relatam com maior frequência. As causas são diversas e incluem o estresse, as doenças sistêmicas e, frequentemente, o pós-parto.

 

A questão hormonal é mais relevante para homens ou mulheres?

Em homens, a alopecia androgenética está fortemente associada aos hormônios androgênicos, ao passo em que nas mulheres a interferência hormonal é incerta. 

Apesar de frequente, a alopecia androgenética masculina é uma condição social e culturalmente aceita, e muitos homens não buscam tratamento médico. Já as mulheres queixam-se mais frequentemente dos efeitos negativos na vida pessoal e na autoestima.

 

Quais são as melhores formas de prevenção da calvície?

Os cabelos refletem o nosso estado de saúde, portanto, uma alimentação balanceada é fundamental. Além disso, lavagens periódicas do couro cabeludo e dos fios, diariamente ou em dias alternados, ajudam a prevenir a caspa - ou dermatite seborreica-, que pode contribuir para a queda.

A agressão aos fios ocasionada por alguns procedimentos estéticos, como chapinhas, alisamentos, descolorantes, pode levar à quebra dos fios. O médico dermatologista é o profissional indicado para avaliar a saúde dos cabelos e do couro cabeludo. 

 

Que tratamentos se mostram mais eficientes para a queda dos fios?

Os principais medicamentos prescritos incluem a Finasterida em comprimidos e o Minoxidil na forma de loção capilar.

A Finasterida trata-se de um bloqueador da ação androgênica no folículo piloso, o que contribui para reduzir o processo de miniaturização dos fios associado à alopecia androgenética em homens. O tratamento deve ser contínuo e por longo prazo para se alcançar resultados visíveis. Os principais efeitos colaterais descritos são diminuição da libido, disfunção erétil e diminuição do volume ejaculatório. 

Já o Minoxidil é um produto que estimula a microcirculação sanguínea do couro cabeludo. Seus resultados costumam ser visíveis após três, quatro meses de uso e um dos principais efeitos colaterais é o surgimento de pelos mais grossos na face. Alguns usuários costumam se queixar do aspecto oleoso que o produto deixa nos fios após a aplicação. 

Há ainda a Recrexina, que é um dermocosmético de uso tópico que atua nas principais vias de crescimento capilar. Com uso uma vez ao dia, possui uma tecnologia capaz de estimular as células-tronco do folículo piloso, o que potencializa o atividade de produção de novos fios. Além disso, o produto possui um componente vasodilatador, aumentando o aporte de nutrientes e oxigênio ao couro cabeludo. Estudo científico publicado em revista médica evidencia resultados visíveis após dois meses de uso e otimizados após quatro meses de tratamento.