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Sábado

8 de Agosto de 2020

Monique Alfradique: 'Sou movida a desafios'

A atriz se aventura como apresentadora no Mestre do Sabor. Ela ainda pode ser vista na novela Fina Estampa, em dois programas do Multishow e em projeto da web

Monique Alfradique sempre quis se experimentar como apresentadora. Mas o que ela não poderia imaginar é que a sua estreia nesse papel se daria em um programa bem diferente de tudo o que fez ao longo da carreira. Além de apresentar o reality show gastronômico Mestre do Sabor, exibido nas noites de quinta-feira na TV Tribuna/ Globo, logo depois da edição especial de Fina Estampa (novela que tem Monique no elenco), a atriz aparece em dose dupla na telinha do Multishow: nos episódios da quarta temporada da série A Vila, de segunda a sexta, às 22h30, e no novo programa de humor do canal, o Vai Passar – exibido todo sábado, às 22h15, ele é feito de forma totalmente remota e mostra um grupo de vizinhos mantendo a convivência, por videochamada, durante o isolamento social.

Para completar, Monique aproveita a pandemia para realizar, no seu Instagram, o projeto De Quinta. Como o próprio nome indica, trata-se de uma live, sempre na quinta-feira, às 16 horas, em que a atriz e apresentadora bate um papo com especialistas e outros artistas.

A seguir, a fluminense de 34 anos fala ainda da paixão por futebol e Carnaval, se mostra superfamília e relembra a época de paquita.

CULINÁRIA O que está achando da experiência de apresentar o reality Mestre do Sabor?

Tem sido incrível viver essa experiência, mas vou te dizer que eu não esperava fazer algo assim na minha carreira. Dividir o palco do programa com nomes tão talentosos da nossa gastronomia é realmente uma oportunidade especial. A temporada está bem saborosa e emocionante.

E você cozinha?

Eu adoro me arriscar na cozinha, gosto, inclusive, de criar pratos. Agora, durante a pandemia, tenho feito isso demais. Também pego receitas com os chefs do programa e preparo em casa, com a ajuda da minha mãe. Muitas coisas dão certo; outras nem tanto (risos). Estou me aprimorando.

WEB O trabalho no Mestre do Sabor influenciou, de alguma forma, o De Quinta, projeto de lives no seu Instagram?

Sempre tive o desejo de exercer esse meu lado de apresentadora. Quando recebi o convite para fazer o Mestre do Sabor, foi o momento ideal para colocar essa minha vontade em prática. Aí, com isso, o projeto De Quinta ganhou ainda mais força; o isolamento social apenas adiantou as coisas. Nessas lives, bato um papo com artistas e especialistas. Essa é mais uma forma de atuar como apresentadora, eu amo essa possibilidade da minha profissão, de poder estar em várias frentes.

Para a atriz: "A grande sacada na vida é você se conhecer, se aceitar" (Foto: Raquel Cunha/ Globo)

No Instagram, também fica claro o quanto você é superfamília. A sua mãe aparece até nos vídeos que posta no TikTok.

A família é tudo pra mim. Tenho neles a minha base, e poder estar com os meus pais, neste período que estamos vivendo, tem sido muito importante.

HUMOR Você integra o elenco do Vai Passar, do Multishow. Esse programa de humor é feito de forma totalmente remota?

O Vai Passar é um projeto que nasceu durante o isolamento social e, sim, ele inteiro é feito remotamente. O programa aborda de uma maneira leve e divertida o momento pelo qual estamos passando. Nele, ainda aproveitamos para transmitir informações sociais necessárias. O retorno do público tem sido muito bacana.

E você ainda pode ser vista no Multishow nos episódios de A Vila. O que essa série agrega artisticamente?

Tudo nela é agregador, desde o roteiro até as relações que construímos nos bastidores. Temos a liberdade de improvisar; também sugerimos ideias para a história, tudo para somar. Nós, do elenco, amamos estar ali e nos divertimos não só em cena como fora dela.

A Vila é uma comédia. Eu diria que a minha relação com o humor é natural. Eu sou bem-humorada na vida e, muitas vezes, intencionalmente, isso se evidencia no palco.

Tem uma personalidade forte como a Isabela, sua personagem na série?

A Isabela tem personalidade, mas eu não diria que é exatamente forte. Ela sabe muito bem o que quer, porém, em nome da amizade que construiu com o Rique (Paulo Gustavo) e com a Violeta (Katiuscia Canoro), acaba cedendo na hora de tomar algumas decisões. Além, é claro, de se envolver em um monte de confusões.

O que tenho da Isabela são a independência, a disposição e a força feminina sem perder a feminilidade.

Além de apresentar o Mestre do Sabor, Monique gosta de criar pratos (Foto: Camilla Maia/ Globo)

FUTEBOL Curte esportes radicais como a Isabela?

Não, mas gosto de me exercitar. Agora, na quarentena, já criei uma rotina. Treino todo dia pela manhã.

Você se interessa por futebol, né? É o tipo de torcedora que frequenta estádio?

Eu vou, sim. Gosto de assistir no estádio aos jogos do meu time, o Flamengo. É um grande show, todos vibrando e cantando na torcida emociona, principalmente quando vem um gol.

BEM-ESTAR É muito vaidosa?

A minha vaidade é meu bem-estar. Acho que os cuidados começam primeiro por dentro, devemos estar bem com nós mesmos, entende? Prezo muito pela minha saúde tanto física quanto mental. Acredito que, quando nós cuidamos das duas coisas, o resultado é o melhor possível.

Eu não tenho segredo de beleza. A grande sacada, na minha opinião, é você se conhecer, se aceitar e entender os seus limites. A aceitação é uma ferramenta poderosa, que faz com que a pessoa se sinta bela e capaz.

DESAFIOS O que está achando da edição especial da novela Fina Estampa?

Estou achando o máximo! É muito bacana poder rever um papel que foi tão importante na minha carreira. Por meio da Beatriz, minha personagem nessa trama escrita pelo Aguinaldo Silva, a gente conseguiu debater assuntos importantes na época, como a fertilização e a doação de óvulos. A resposta do público ao enredo foi bem significativa.

Como anda o seu lado produtora?

Eu sou movida a desafios, e sou muito ativa, estou sempre criando algo, pensando em um projeto novo. O meu trabalho com produção teve início bastante por conta do desejo de estrear o meu primeiro monólogo, Como Ter Uma Vida Quase Normal. Eu nunca tinha me envolvido com um espetáculo assim, e quando encontrei o texto que queria e achei o momento oportuno para poder empreender culturalmente, tratei de cuidar de cada detalhe da peça, com a ajuda da equipe que eu mesma montei.

Fizemos duas temporadas ótimas na cidade de São Paulo e iríamos começar uma turnê, por alguns lugares do País, quando surgiu a pandemia, que nos levou a colocar o monólogo em stand-by.

ORIGENS Quando teve realmente certeza de que ia seguir caminho artístico?

Minha primeira experiência como atriz aconteceu no teatro infantil. Nessa hora, tive a certeza de que iria me dedicar a esse ofício pelo resto da minha vida.

No Multishow, Monique faz as séries A Vila (foto) e Vai Passar (Foto: Juliana Coutinho/ Divulgação)

As pessoas ainda falam da sua fase como paquita?

Sabe que não muito... Eu fiz tantos trabalhos depois do programa da Xuxa que o público também acaba me associando bastante aos personagens que interpretei.  Além da diversão que rolava nas gravações do programa e do convívio com a Xu e com as meninas, tive a oportunidade de fazer na época cursos de cinema e teatro e de aprender o posicionamento das câmeras.

Você costuma desfilar pela Grande Rio. De onde vem a sua paixão pelo Carnaval?

Tenho uma relação com o Carnaval desde pequena. Minha família sempre adorou a data e todo ano minha avó fazia uma fantasia diferente pra mim. Era um momento de folia e diversão.

Eu estou desfilando pela Grande Rio há quase uma década. Costumo dizer que é uma história repleta de amor e gratidão. Tenho orgulho de fazer parte dessa família formada por pessoas batalhadoras, profissionais que trabalham com amor e dedicação para que a festa aconteça. O Carnaval é tudo isso que falei, ele é plural, cultural e para todos.

RESILIÊNCIA Na sua opinião, qual é o maior aprendizado que vai ficar da pandemia?

Como a maioria das pessoas, estou tentando manter a esperança de que vamos viver dias melhores em breve. Eu acho que não vai mais existir o normal, sabe? Nos veremos num mundo do “novo normal”.

A pandemia tem sido um momento de muita reflexão e também de praticar a empatia. O período atual é bom não só para nós olharmos para dentro como para estarmos mais conectados com o outro, cuidando da saúde mental e sendo resilientes. E devemos ficar em casa, para colaborar para que o isolamento social logo passe.

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